quarta-feira, 16 de maio de 2018

Pelissioni rebate promotor e diz que suspender compra de trens da Linha 5 traria prejuízos ao governo

Pelissioni rebate promotor e diz que suspender compra de trens da Linha 5 traria prejuízos ao governo

Em entrevista ao site, secretário dos Transportes Metropolitanos explica porque optou por manter o contrato com a CAF e critica as informações imprecisas que constam da ação que corre na Justiça de SP
Secretário Pelissioni: "absurdo dessa ação toda é provar qual o prejuízo que nós causamos ao erário" (STM)
Nomeado para a Secretaria Estadual dos Transportes Metropolitanos em dezembro de 2014, Clodoaldo Pelissioni é um dos poucos nomes do secretariado do ex-governador Geraldo Alckmin a permanecer no cargo após a posse de Márcio França (PSB) em abril. Quando assumiu a pasta, a gestão do PSDB tinha nada menos do que oito linhas de metrô e trem metropolitano (CPTM) sendo tocadas ao mesmo tempo, mas com enormes atrasos.
Vindo de outros cargos no estado como na empresa CDHU (de desenvolvimento habitacional e urbano) e também do DER (responsável pelas rodovias), Pelissioni decidiu focar nos projetos mais adiantados e em tirar do papel dezenas de quilômetros de trilhos a fim de realizar a maior ampliação do gênero no país. Na prática algumas linhas avançaram enquanto outros projetos acabaram atrasando ou sendo suspensos como é o caso da Linha 6-Laranja (em processo de caducidade por abandono do consórcio). O saldo, no entanto, será positivo, com o Metrô de São Paulo ultrapassando os 100 km de extensão e a CPTM tendo inaugurado sua primeira linha moderna.
Apesar disso, o secretário acabou entrando de carona na ação de improbidade administrativa movida pelo promotor Marcelo Milani que acusa o governo de irresponsabilidade ao manter a compra de 26 trens realizada em 2011 e que ficaram parados nos pátios durante anos por conta do atraso nas obras da Linha 5-Lilás. Embora Pelissioni não tenha participado das decisões, o promotor o incluiu, assim como o atual presidente do Metrô Paulo Menezes e outros dois ex-presidentes que também não estavam no cargo na época da assinatura.
Para explicar o caso e também falar sobre as realizações e os projetos da secretaria, Clodoaldo Pelissioni recebeu o site Metrô CPTM na sexta-feira (11) para uma entrevista. Nesta primeira parte, abordamos a resposta do secretário ao processo dos trens da chamada Frota P.
O promotor Marcelo Milani diz na ação impetrada no Tribunal de Justiça do estado que a compra dos trens da Frota P não deveria ter sido feita por conta do atraso das obras. Por que o Metrô e a Secretaria dos Transportes Metropolitanos mantiveram a encomenda?
Primeiro é importante contextualizar. A Linha 5 ficou entre 2010 e 2011 em torno de um ano para ser iniciada (nota da redação: suspensa por suspeitas de conluio entre as construtoras) e depois as obras tiveram alguns imprevistos. Obra de metrô, subterrânea leva seis anos em qualquer lugar do mundo. Aqui vamos terminá-la em torno de sete anos. É bem razoável.
A licitação das obras foi dividida em oito lotes e houve ainda a licitação dos trens em separado. Não só os trens mas também o CBTC, sistemas auxiliares (ventilação, elevadores, escadas rolantes etc), subestação de energia. São contratos separados que o Metrô tem que integrar tudo isso dentro de um cronograma e planejar quando vai ser possível utilizar.
Quem ganhou a licitação dos trens foi a CAF (da Espanha mas com fábrica no Brasil) por um bom preço (R$ 615 milhões aproximadamente por 26 composições). A licitação foi, se não me engano, feita entre 2010 e 2011 quando o contrato foi assinado. Por volta de 2012, 2013 se imaginou que as obras do pátio não estariam concluídas para receber a totalidade dos trens, portanto a CAF, o Metrô e a STM entraram num acordo. Seria muito ruim parar a fabricação porque, ao contrário do que diz o promotor, suspender o contrato geraria despesas ao erário. Por exemplo, em outro contrato de trem que eu tenho com a CPTM estou multando as empresas. Vai dar quase 10% de multa, quase no limite. O estado vai deixar de gastar 100 milhões em cada contrato. Agora se eu atrasar também (o contrato da Linha 5), sou obrigado a pagar multa. Além disso, se eu parar o contrato, provavelmente na hora de retomar eu teria que pagar valores de reequilíbrio. Com a fábrica paralisada, para ser retomada tem que ter a remobilização. Você havia mandado os funcionários embora e depois vai ter que recontratar.
E a alegação de que houve vandalismo?
Trem não é tão simples, não tenho na prateleira, não é como carro que tem produção em massa. Você faz um projeto, uma licitação, começa pagando no projeto uma parte e depois você tem o Termo de Liberação da Indústria (TLI), que é quando você retira o trem da indústria. Ele então é testado e ganha o Termo de Recebimento Provisório (TRP). Depois disso você testa ele com pesos, igual foi feito da L13 com sacos de areia. No final, você termina de pagar o trem na hora quando estiver tudo ok.
Quando eu entrei aqui os trens estavam espalhados pelos pátios da empresa. Como todos os trens não iam caber nos nossos pátios, foi feito um aditivo ao contrato que quando o trem tiver pronto e tiver condições de ser inspecionado, daríamos a TLI mas eles ficariam guardados na fábrica para quando pudéssemos testá-los. Foi então que ocorreu a denúncia, que tinha trens sendo vandalizados no Metrô e na própria fábrica. Eu lembro que existiam dois trens com pequenas pichações que é um problema que ocorre em qualquer lugar.
Trens da Frota F (à esquerda) e Frota P no pátio Capão Redondo: confusão com a bitola
Mas parte dos trens poderia ter entrado em operação se o sistema CBTC tivesse sido implantado no prazo…
Lembrando que no trecho antigo, o sistema era o ATC, portanto precisaria ser colocado CBTC que é mais moderno, confiável e que pode permitir o sistema driverless (sem operador) como na Linha 4. Nós brigamos com a Bombardier que atrasou a entrega e hoje nós temos R$ 48 milhões de multa por isso. Eu mesmo e um diretor do Metrô fomos até Pittsburgh (EUA), onde fica a Bombardier para brigar para resolver o problema e no começo de 2017 conseguimos colocar o sistema para funcionar. Com isso, possibilitamos que os trens novos pudessem entrar em operação.
Depois conseguimos concluir cinco estações que estão em operação. Já tinha Adolfo Pinheiro, entregue em 2014. Em setembro de 2017 entregamos Borba Gato, Alto da Boa Vista e Brooklin e em 2018, Moema e Eucaliptos. Com isso e com o pátio avançando, hoje nós temos espaço para os trens ficarem nos pátios.  E hoje todos os 26 trens já estão em operação. Só não estão operando todos ao mesmo tempo porque ainda não há necessidade, mas quando as cinco estações que faltam forem entregues colocamos toda a frota para rodar.
E a história da bitola diferente nos trens novos?
A bitola foi o negócio mais assombroso que surgiu nesse episódio. Foi dito que o trem da Linha 5 não vai servir para as linhas 1, 2 e 3. É verdade. Mas nós compramos os trens para servir em outras linhas? Não, apenas para a linha 5. Nas linhas 1, 2 e 3 a bitola é mais larga, a antiga de 1,6 m. A linha 5 é de 1,435 m que por sinal é igual a da linha 4, a chamada bitola universal. O trecho Capão Redondo – Largo 13 já havia sido feito com bitola universal lá em 2002. Portanto foi estendido o trecho usando bitola universal.
A Linha 13 foi feita em bitola de 1,60 m porque toda a malha da CPTM é assim. Por exemplo, isso possibilita o serviço expresso e o serviço Connect, que no começo de junho vai inaugurar. Portanto não preciso parar o trem em Eng. Goulart e trocar de composição. Pode seguir direto até Brás ou Luz.
Agora na Linha 5 não vou precisar trocar trem com a 1, 2 e 3. A sinalização das linhas é diferente. Apenas recentemente conseguimos implantar o CBTC na Linha 2 e há um cronograma para a Linha 1 e 3 nos próximos anos.
Afinal, a entrega dos trens gerou algum prejuízo para o governo?
Não. O equívoco da ação é tamanho porque, veja só, qual é o tamanho do prejuízo ao erário? Quanto eu paguei a mais por manutenção dos trens? Quanto pagamos a mais pelos danos que os trens podem ter tido? Nada, zero. Tivemos que pagar alguma multa, algum valor a mais para a empresa? Zero.
Eu acumulei a presidência do Metrô por seis meses (março a setembro de 2015). O então presidente da empresa pediu demissão e a gente estava montando a diretoria, o governo acabou sugerindo que eu assumisse e eu acabei topando. Não é uma coisa que se deve fazer e a nova lei já proíbe isso hoje. Mas eu acabei topando na época, nós entrevistamos algumas pessoas que não quiseram assumir.
Então qual foi a “omissão” que eu e o presidente atual do Metrô tivemos? Colocar as coisas para funcionar, brigar para levantar os atrasos. Tivemos é verdade o atraso da Bombardier (CBTC), R$ 48 milhões de multas. São três anos de atraso do trecho existente e no trecho novo um pouco de atraso, além das portas de plataforma, muito atrasadas.
Eu só não rescindi o contrato da Bombardier porque eu tenho que fazê-los terminarem o sistema, não posso ficar sem ele. Agora no caso das portas de plataforma, talvez a gente tenha que ir por esse caminho (rescisão) mas é uma decisão posterior. Agora o importante é garantir que as 17 estações da Linha 5 tenham o sistema CBTC funcionando na plenitude.
O absurdo dessa ação toda é provar qual o prejuízo que nós causamos ao erário. O trem está vandalizado? É só ir na linha ver os trens. Eu enviei um convite para o promotor e o repórter para irem na linha, no pátio verem os trens funcionando, mas não quiseram.
Trem da Frota P na estação Brooklin: operação com CBTC começou em 2017
Apesar disso, a ação acabou aceita e repercutida na grande imprensa…
Para tirar essa dúvida basta ir lá em Moema, pegar o trem e ir até Capão Redondo e constatar que é a mesma bitola. Além de defender as medidas tomadas pelos nossos antecessores eu pergunto por que eu estou colocado nessa ação? Por omissão? Mas qual a omissão que a gente cometeu? Não está escrito em nenhum lugar que eu sou obrigado a rescindir um contrato. Vou devolver os trens? Eu tinha 21 trens prontos (quando assumiu em 2015) e qual foi minha missão? Vou trabalhar forte, fazer novas licitações se precisar, agir com o fornecedor para concluir a linha.
A gente deve ter mais quatro estações entregues logo mais, AACD-Servidor, Hospital São Paulo, Santa Cruz e Chácara Klabin (antes prometidas para o início de junho) e no final do ano Campo Belo. A concessão vai pegar a linha depois de pagar R$ 553 milhões de outorga e é isso que nós fizemos, trabalhar. A dificuldade é que a imprensa não dá espaço. Eu dei três entrevistas em rádio explicando o assunto, mas ninguém ouviu.
O promotor alega que seus antecessores assinaram a ordem de fabricação mesmo com a obra paralisada…
Fabricar um trem é complexo. Parte dos componentes vem de fora, ou seja, o Brasil não tem autossuficiência em matéria de trens. Um trem hoje consegue no máximo ser 50% nacional, de valor pode chegar a 60% mas de peso é metade. Então não dá para falar “ah, quero o trem aqui, me entrega logo”.
A obra foi retomada, o contrato de trem foi feito. Agora a obra teve imprevistos, mas sempre avançou. Em 2015, por exemplo, os ‘shieldinhos’ (tuneladoras singelas usadas entre Santo Amaro e a avenida Bandeirantes) estavam escavando na Santo Amaro e interditaram duas vezes a avenida, um condomínio e uma vez encontraram uma fossa ilegal que encheu um bar. Acontece, é obra subterrânea. Houve imprevisto sim e é normal que haja.
Meus antecessores tomaram essas providências da melhor maneira para não causar prejuízo ao erário. Para chegar na hora de inaugurar as estações ter os trens prontos para funcionar, como temos hoje. Vou inaugurar mais quatro estações e os trens estão lá para andar. Todas testadas, as 26 composições.
O problema é que os promotores querem entender de tudo, nem eu entendo tudo de trem. Depois de três anos e três meses, agora entendo um pouco, a gente vai aprendendo com o pessoal. Outra coisa: não precisa ter a linha pronta para começar os testes. Eles começam no pátio.
Mas o promotor não quis marcar uma reunião para entender o lado do governo?
Nunca. O juiz, infelizmente, talvez não tenha entendido direito o que ocorre. Tudo isso depõe contra o setor. Afinal, houve um algum prejuízo? A contratação dos trens foi cara? Não, foi barata. E se tivesse parado e a empresa não quisesse retomar a fabricação? A empresa poderia dizer o seguinte: “nesse preço eu não quero mais”. Ia ter de fazer uma licitação nova. E o pior: teria linha pronta e não teria trens para funcionar.
Todos os argumentos que ele falou, que tinha que ter parado é justamente o contrário. Se tivesse feito daquele jeito aí sim teria prejuízo ao erário. Agora não tem.
Estação Moema: 5ª parada inaugurada, ainda faltam outras cinco na expansão da Linha 5 (Fernando Galfo)
E qual é o posicionamento do governo em relação ao processo?
Estamos tentando um agravo junto ao TJ (Tribunal de Justiça do estado) explicando que o ato de improbidade administrativa pressupõe que você tenha que ter assinado alguma coisa. Senão amanhã troca o presidente do Metrô e ele já assume como réu na ação. Eu, o atual presidente (Paulo Menezes) e mais dois outros ex-presidentes do Metrô não assinamos nada.
Já a omissão é outro problema, ela pode ser caracterizada como outro crime público, outra punição do direito administrativo, mas não é o mesmo que improbidade. Agora, eu me omiti em que? A omissão é o seguinte, “você deveria ter feito alguma coisa”. É líquido e certo que eu deveria ter parado o contrato? Na minha opinião é o contrário. Eu devia ter feito o que eu fiz. “Ah, era melhor você ter a linha pronta”, sim claro que era. Mas está aí, temos cinco novas estações funcionando, o CBTC funcionando, os trens estão testados, não foi pago nada a mais, está tudo aí.
O promotor disse recentemente que a “linha leva nada a lugar nenhum”…
Quando colocou a (estação) Eucaliptos em operação comercial a Linha 5 aumentou em 50 mil usuários (diários). Então…
Edição de Ricardo Meier
Entrevista por Fernando Galfo
Fonte: Metrô CPTM

Nova estação Santa Cruz terá 15 mil m2

Campo Belo, Moema, Vila Clementino, Chácara Klabin. Em qualquer desses bairros, onde houver um canteiro de obras de expansão da Linha 5 – Lilás – do metrô, há imagens impressionantes. Interdições de trânsito que invadem trechos de rua, equipe imensa de funcionários – no total, são mais de cinco mil – caminhões circulando ao redor, equipamentos gigantescos.
Na esquina das ruas Pedro de Toledo e Domingos de Moraes, por exemplo, está sendo construída uma segunda estação Santa Cruz, que será interligada à já existente, da linha azul. Quem olhar a obra de cima, o que pode ser feito a partir do estacionamento do shopping vizinho, verá que uma surpreendente cratera foi aberta para a abertura dos túneis: são mais de 50 metros de profundidade.
Impressiona também o tamanho do prédio que está sendo construído ao lado desta abertura dos túneis, com pelo menos quatro andares em estrutura gigantesca de concreto.
A estação da linha azul contava, também, com um prédio sobre ela, usado até o início dos anos 2000 como estacionamento – era a interligação “automóvel-metrô”. Entretanto, o espaço foi cedido à iniciativa privada e se transformou em um shopping center.
Anos atrás, o shopping chegou a divulgar um projeto de expansão que atingiria até as plataformas da estação, com vitrines e acesso direto, o que foi descartado. Mas, isto fez com que leitores desconfiassem se o novo prédio em construção não poderá ser igualmente cedido, no futuro, à iniciativa privada.
Procurada, a Companhia do Metropolitano, através de sua assessoria de imprensa, negou.
A empresa informou que o prédio será utilizado exclusivamente pelo próprio Metrô e faz parte do conjunto de estruturas da estação Santa Cruz, da Linha 5-Lilás. O edifício vai abrigar as salas técnicas e operacionais, onde serão instalados todos os equipamentos e sistemas para o funcionamento da estação, além da infraestrutura para atender os funcionários.
O metrô ainda informou que a nova estação Santa Cruz ficará sob a Rua Pedro de Toledo, entre a Rua Machado Bitencourt e Av. Domingos de Moraes. Sua área construída será de 15.184 m² e estará a 50 metros de profundidade. Serão instalados cinco elevadores e 43 novas escadas rolantes para o acesso aos usuários. A previsão é que esta estação receba 138.000 passageiros/dia, quando estiver em operação.
Parque das Bicicletas
Outra região que desperta a curiosidade e constantes questionamentos de moradores da região da Vila Mariana é a do Parque das Bicicletas.
Localizado na esquina das avenidas Indianópolis e Ibirapuera, o Parque foi parcialmente interditado em 2012, há mais de quatro anos, portanto, por conta das obras de expansão da linha 5.
De acordo com o projeto, ali haverá um pátio subterrâneo de manobras e estacionamento dos trens, além de um poço de ventilação e saída de emergência.
Segundo a assessoria do metrô, foi utilizado o espaço mínimo necessário da área, de forma a manter o parque aberto aos usuários.
A previsão é de devolver o espaço ao público em 2017, em sua forma original, inclusive com replantio de árvores removidas.
A extensão da Linha 5 – Lilás, com 11,5 km, vai beneficiar mais de 780 mil passageiros por dia, ligando o Largo Treze (em Santo Amaro) à Chácara Klabin.
De acordo com o metrô, a previsão de conclusão das obras e início da operação do trecho prioritário (Adolfo Pinheiro – Brooklin) é para o segundo semestre de 2017, exceto estação Campo Belo e, em 2018, a operação total.
Obras na estação Santa Cruz demonstram a profundidade que terá a futura parada
Foto 13
As maquetes eletrônicas mostram que a estação terá cobertura de vidro para aumentar a luminosidade, Haverá nada menos que 46 escadas rolantes e cinco elevadores para atender ao fluxo esperado de 138 mil pessoas por dia nos 50 metros de profundidade da estação, que também contará com salas administrativas em prédio em construção na esquina das ruas Pedro de Toledo e Domingos de Moraes
Foto 10
Foto 11
Foto 12

terça-feira, 15 de maio de 2018

O que é memória? Dra. Carla Tieppo

TUDO SOBRE ALZHEIMER, SINAIS E SINTOMAS - Dr. Marcelo Lima

Diferença entre demência e Alzheimer | Drauzio Comenta #84

Alzheimer | Drauzio Comenta #11

Alzheimer: mudanças na comunicação e no comportamento | Trailer

Memória

Significado de Memória
s.f. 
Faculdade de reter idéias, sensações, impressões, adquiridas anteriormente. 
Efeito da faculdade de lembrar; a própria lembrança. 
Recordação que a posteridade guarda. 
Dissertação sobre assunto científico, artístico, literário, destinada a ser apresentada ao governo, a uma instituição cultural etc. 
De memória, sem a ajuda de notas ou livros, só pela lembrança. 

Sinônimos de Memória

Memória é sinônimo de: relembrançarecordaçãoanamneserememoraçãoreminiscência
Fonte: Dicio

" Frases com a palavra memória "

Fonte: Pensador
A vantagem de ter péssima memória é divertir-se muitas vezes com as mesmas coisas boas como se fosse a primeira vez.
- Friedrich Nietzsche
O ódio tem melhor memória do que o amor.
- Honoré de Balzac
memória

Memória - Wikipédia

memória é a capacidade de adquirir, armazenar e recuperar (evocarinformações disponíveis, seja internamente, no cérebro(memória biológica[2]), seja externamente, em dispositivos artificiais (memória artificial). Também é o armazenamento de informações e fatos obtidos através de experiências ouvidas ou vividas. Focaliza coisas específicas, requer grande quantidade de energia mental e deteriora-se com a idade. É um processo que conecta pedaços de memória e conhecimentos a fim de gerar novas ideias, ajudando a tomar decisões diárias.
Os neurocientistas (psiquiatras, psicólogos e neurologistas) distinguem memória declarativa de memória não-declarativa. A memória declarativa, grosso modo, armazena o saber que algo se deu, e a memória não-declarativa o como isto se deu.
A memória declarativa, ou de curto prazo como o nome sugere, é aquela que pode ser declarada (fatos, nomes, acontecimentos, etc.) e é mais facilmente adquirida, mas também mais rapidamente esquecida. Para abranger os outros animais (que não falam e logo não declaram, mas obviamente lembram), essa memória também é chamada explícita. Memórias explicitas chegam ao nível consciente. Esse sistema de memória está associado com estruturas no lobo temporal medial (ex: hipocampo, amígdala).
Psicólogos distinguem dois tipos de memória declarativa, a memória episódica e a memória semântica. São instâncias da memória episódica as lembranças de acontecimentos específicos. São instâncias da memória semântica as lembranças de aspectos gerais.
Já a memória não-declarativa, também chamada de implícita ou procedural, inclui procedimentos motores (como andar de bicicleta, desenhar com precisão ou quando nos distraímos e vamos no "piloto automático" quando dirigimos). Essa memória depende dos gânglios basais (incluindo o corpo estriado) e não atinge o nível de consciência. Ela em geral requer mais tempo para ser adquirida, mas é bastante duradoura.
Memória, segundo diversos estudiosos, é a base do conhecimento. Como tal, deve ser trabalhada e estimulada. É através dela que damos significado ao cotidiano e acumulamos experiências para utilizar durante a vida.

Demência - Wikipédia

Demência é uma categoria genérica de doenças cerebrais que gradualmente e a longo prazo causam diminuição da capacidade de raciocínio e memória, a tal ponto que interfere com a função normal da pessoa.[1] Outros sintomas comuns são problemas emocionais, problemas de linguagem e diminuição da motivação.[1][2] Geralmente a consciência da pessoa não é afetada.[1] Para um diagnóstico de demência é necessário que haja uma alteração da função mental normal da pessoa e um declínio superior ao que seria expectável devido à idade.[1][10] Este grupo de doenças afeta também de forma significativa os cuidadores da pessoa.[1]
O tipo mais comum de demência é a doença de Alzheimer, responsável por 50 a 70% dos casos.[1][2] Entre outras causas comuns estão a demência vascular (25%), demência com corpos de Lewy (15%) e demência frontotemporal.[1][2] Entre outras possíveis causas, menos prováveis, estão a hidrocefalia de pressão normaldoença de Parkinsonsífilis e doença de Creutzfeldt-Jakob.[11] A mesma pessoa pode manifestar mais de um tipo de demência.[1] Uma minoria de casos é de origem hereditária.[12] No DSM-5, a demência foi reclassificada como perturbação neurocognitiva, com vários graus de gravidade.[13] O diagnóstico tem por base a história da doença e exames cognitivos, complementados por exames imagiológicos e análises ao sangue para despistar outras possíveis causas.[3] Um dos exames cognitivos mais usados é o mini exame do estado mental.[2] As medidas para prevenir a demência consistem em diminuir os fatores de risco como a hipertensão arterialtabagismodiabetes e obesidade.[1]Não está recomendado o rastreio na população em geral.[14]
Não existe cura para a demência.[1] Em muitos casos são administrados inibidores da acetilcolinesterase, como a donepezila, que podem ter alguns benefícios em demência ligeira a moderada.[6][15][16] No entanto, a generalidade dos benefícios pode ser insuficiente.[6][7] Existem várias medidas que permitem melhorar a qualidade de vida das pessoas com demência e respetivos cuidadores.[1] A terapia cognitivo-comportamental pode ser adequada em alguns casos.[1] É também importante a educação e o apoio emocional aos cuidadores.[1] O exercício físico pode ser benéfico para as atividades do dia a dia e pode potencialmente melhorar o prognóstico.[17] Embora o tratamento de problemas de comportamento com antipsicóticos seja comum, não está recomendado devido aos poucos benefícios e vários efeitos adversos, entre os quais um aumento do risco de morte.[18][19]
Em 2015, a demência afetava 46 milhões de pessoas em todo o mundo.[8] Cerca de 10% de todas as pessoas desenvolvem demência em algum momento da vida.[12] A doença é mais comum à medida que a idade avança.[20]Enquanto entre os 65 e 74 anos de idade apenas cerca de 3% de todas as pessoas têm demência, entre os 75 e os 84 anos a prevalência é de 19% e em pessoas com mais de 85 anos a prevalência é de cerca de 50%.[21] Em 2013, a demência foi a causa de 1,7 milhões de mortes, um aumento em relação aos 0,8 milhões em 1990.[22] À medida que a esperança de vida da população vai aumentando, a demência está-se a tornar cada vez mais comum entre a generalidade da população.[20] No entanto, para cada intervalo etário específico a prevalência tem tendência a diminuir devido à diminuição dos fatores de risco, pelo menos nos países desenvolvidos.[20] A demência é uma das causas mais comuns de invalidez entre os idosos.[2] Estima-se que em cada ano seja responsável por custos económicos na ordem dos 604 mil milhões de dólares.[1] Em muitos casos, as pessoas com demência são controladas fisicamente ou com medicamentos em grau superior ao necessário, o que levanta questões relativas aos direitos humanos.[1] É comum a existência de estigma social em relação às pessoas afetadas.[2]

MemóriaIván Izquierdo

Capa
ARTMED, 2002 - 95 páginas
Esta obra reflete 40 anos dedicados ao estudo da memória, enfatizando seus aspectos biológicos e concentrando-se naqueles processos melhor demonstrados e sobre os quais existe consenso. Também serviram como base as perguntas mais habituais formuladas ao autor, Iván Izquierdo, por jornalistas ou pelo público em geral, especializado ou não, em palestras por ele proferidas.




Livro: 
https://books.google.com.br/books?id=nIJXDwAAQBAJ&printsec=frontcover&dq=memoria+ivan&hl=pt-BR&sa=X&ved=0ahUKEwikkueJ_YjbAhVKmJAKHfSVA50Q6wEIKTAA#v=onepage&q=memoria%20ivan&f=false

Alzheimer e demência no Brasil


No Brasil, mais de 1 milhão de pessoas vivem com alguma forma de demência. Em todo o mundo, ao menos 44 milhões de pessoas vivem com demência, tornando a doença uma crise global de saúde que deve ser resolvida.
Um diagnóstico de Alzheimer muda a vida da pessoa portadora da doença, além da vida de seus familiares e amigos, mas atualmente há informações e suporte disponíveis. Ninguém precisa enfrentar a doença de Alzheimer ou qualquer outra demência sozinho.

Sobre o Alzheimer e demência

A doença de Alzheimer é o tipo de demência mais comum e também é um termo geral usado para descrever as condições que ocorrem quando o cérebro não mais consegue funcionar corretamente. O Alzheimer causa problemas na memória, pensamento e comportamento. Nos estágios iniciais, os sintomas de demência podem ser mínimos, mas pioram conforme a doença causa mais danos ao cérebro. A taxa de progresso da doença é variável conforme a pessoa, contudo, pessoas portadoras de Alzheimer vivem em média até oito anos após o início dos sintomas.
Apesar de não haver atualmente tratamentos que impeçam o progresso da doença de Alzheimer, há medicamentos para tratar os sintomas de demência. Nas últimas três décadas, as pesquisas sobre demência proporcionaram uma compreensão muito mais profunda sobre como o Alzheimer afeta o cérebro. Hoje em dia, os pesquisadores continuam a buscar tratamentos mais eficientes e a cura, além de formas para impedir o Alzheimer e melhorar a saúde cerebral.

Perda de memória e outros sintomas de Alzheimer

Problemas com a memória, dificuldade principalmente em lembrar informações recentemente aprendidas, são normalmente os primeiros sintomas da doença de Alzheimer.
Conforme envelhecemos, nossos cérebros mudam e podemos ocasionalmente apresentar dificuldades para lembrar alguns detalhes. No entanto, a doença de Alzheimer e outras demências causam uma perda de memória e outros sintomas significativos o suficiente para interferir com a vida diária das pessoas. Esses sintomas não são naturais do envelhecimento.

Além da perda de memória, os sintomas de Alzheimer incluem:
  • Problemas para completar tarefas que antes eram fáceis.
  • Dificuldades para a resolução de problemas.
  • Mudanças no humor ou personalidade; afastamento de amigos e familiares.
  • Problemas com a comunicação, tanto escrita como falada.
  • Confusão sobre locais, pessoas e eventos.
  • Alterações visuais, como problemas para entender imagens.
Familiares e amigos podem notar os sintomas de Alzheimer e de outras demências progressivas antes da pessoa que está passando por essas mudanças. Se você, ou alguém que você conhece, está sentindo os possíveis sintomas de demência, é importante buscar uma avaliação médica para encontrar a causa desses sintomas.
Acesse a nossa página Conheça os 10 primeiros sinais e sintomas de Alzheimer para saber mais sobre a diferença entre as mudanças normais na memória e no cérebro e os sintomas de Alzheimer.
https://www.alz.org/br/demencia-alzheimer-brasil.asp#about

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Envelhecimento saudável é tema do NBR Entrevista





Publicado em 27 de abr de 2018


NBR ENTREVISTA - 27.04.18: Como chegar à terceira idade com mais autonomia e qualidade de vida? O programa aborda ainda as principais políticas públicas voltadas para os idosos no país.

quinta-feira, 19 de abril de 2018

6 DIAS

6 DIAS



SINOPSE E DETALHES

Em abril de 1980, uma série de homens armados invadem a embaixada iraniana localizada em Princes Gate, na cidade de Londres. Eles fazem todos de refém e durante os seis dias seguintes, um impasse tenso acontece. Um grupo de soldados altamente treinados se prepara para uma invasão nunca vista antes no mundo.
Data de lançamento 9 de setembro de 2017 na Netflix (1h 35min)
Direção: 
Gêneros AçãoSuspense
Nacionalidades Nova ZelândiaReino Unido