segunda-feira, 23 de julho de 2018

Liberdade: PONTOS TURÍSTICOS E FESTIVAIS


PONTOS TURÍSTICOS E FESTIVAIS


A Liberdade é um bairro turístico da cidade de São Paulo, localizado parte no distrito
da Liberdade e parte no distrito da Sé. É conhecido como o maior reduto da comunidade
japonesa na cidade, a qual, por sua vez, congrega a maior colônia japonesa do mundo,
fora do Japão.
O bairro ainda guarda muito da tradição japonesa e oriental através das festas típicas que
se realizam ao longo do ano segundo o calendário abaixo.
As famosas feiras realizadas na região.
JANEIRO:
ANO NOVO CHINÊS. NO INÍCIO DO ANO É REALIZADA A COMEMORAÇÃO DO ANO NOVO CHINÊS. APRESENTAÇÃO DE
MANIFESTAÇÕES CULTURAIS TÍPICAS DO ORIENTE É APRESENTADA, E SÃO DESEJADAS AS BOAS VINDAS AO ANO NOVO.
HANAMATSURI. É O FESTIVAL DAS FLORES, REALIZADO EM CONJUNTO COM A FEDERAÇÃO DAS SEITAS BUDISTAS. O DESFILE DO GRANDE ELEFANTE BRANCO CARREGANDO O PEQUENO BUDA ACONTECE NO SÁBADO.
CAMPEONATO DE SUMO DA LIBERDADE. GRANDE CAMPEONATO COM ATLETAS DE TODO O PAÍS. REALIZA-SE AQUI A SELEÇÃO DOS ATLETAS JUVENIS QUE REPRESENTARÃO O BRASIL NO CAMPEONATO MUNDIAL DE SUMO. A ARENA (DOHYO) E AS ARQUIBANCADAS SÃO MONTADAS EM PLENA PRAÇA DA LIBERDADE.
TANABATA MATSURI. É O FESTIVAL DAS ESTRELAS, REALIZADO EM CONJUNTO COM A ASSOCIAÇÃO MIYAGUI
KENJINKAI. AS PRINCIPAIS RUAS DO BAIRRO SÃO ENFEITADAS COM BAMBU E GRANDES ENFEITES DE PAPEL
SIMBOLIZANDO AS ESTRELAS. OS VISITANTES COLOCAM UM PEDAÇO DE PAPEL COM PEDIDOS.
DEZEMBRO:
TOYO MATSURI. É O FESTIVAL ORIENTAL. APRESENTAÇÃO DE VÁRIAS MANIFESTAÇÕES CULTURAIS DO ORIENTE. O BAIRRO RECEBE O NOBORI, COLORIDAS BANDEIRAS VERTICAL.
MOTI TSUKI, O FESTIVAL DE FINAL DO ANO. O ARROZ É SOCADO EM PILÃO PARA A CONFECÇÃO DO MOTI (BOLINHO DE
ARROZ) QUE É DISTRIBUÍDO AOS PRESENTES PARA DAR SORTE. SEMPRE NO DIA 31 DE DEZEMBRO.
Pontos turísticos

  •  Feira da Liberdade
  •  Museu Histórico da Imigração Japonesa no Brasil
  •  Templo Busshinji Comunidade Soto Zen Shu
  •  Templo Quannin do Brasil
Até o início do século passado era apenas um bairro como todos os outros que
circundam a região do centro, mas com o decorrer dos anos tornou-se o reduto da
maior colônia nipônica fora do Japão. A Liberdade é atualmente um dos principais
pontos de visita daqueles que vêm à capital.
A imigração dos japoneses para o Brasil começou em 1908, com a chegada do navio
Kasatu Maru no porto de Santos. O início da caracterização da Liberdade como bairro
típico do país oriental se deu no ano de 1912, quando os primeiros visitantes
começaram a se fixar na Rua Conde de Sarzedas. Antes disso, aqueles que decidiam
trocar a Ásia pelo Brasil se direcionavam principalmente para o interior do estado de
São Paulo.
Com o passar do tempo, esses “desbravadores” foram se habituando ao local e as
atividades comerciais à moda japonesa passaram a surgir ali. O resultado de décadas
dessa influência é o que pode ser observado hoje: a Liberdade é um pedaço do Japão
na maior metrópole da América do Sul. Calcula-se que cerca de 400 mil japoneses e
descendentes morem hoje na capital.
O turista mais atento pode perceber que imigrantes de outros países do oriente
também são encontrados com frequência na região. Mas a despeito disso, o bairro
ainda concentra manifestações culturais nipônicas. Muitos falam o idioma materno e
várias fachadas são escritas com ideogramas japoneses.
Entre as atrações do local estão restaurantes e docerias típicos, além de lojas e
livrarias com artigos daquele país. Outras particularidades que atraem os visitantes
são a arquitetura peculiar do bairro, as tradicionais lanternas japonesas que enfeitam a
maior parte das ruas da região e os grandes pórticos (tóri) situados na Rua Galvão
Bueno. Destaque também para o Templo Busshinji (tel.: 11 3208-4515), representante
da comunidade zen-budista de tradição Soto Shu, que fica na Rua São Joaquim e
pode ser visitado. Semanalmente, às quartas e aos sábados, há meditação dirigida
especialmente aos iniciantes. Para o passeio ser completo, o turista ainda deve
conhecer a feira de artesanato, que acontece aos finais de semana na Praça da
Liberdade, junto à saída da estação do Metrô de mesmo nome. O local também abriga
eventos tradicionais como o Tanabata Matsuri (Festa das Estrelas), que acontece em
julho.
Guia de compras da Liberdade: 13 lojas que você 
tem que conhecer!
Pra você que nunca veio à São Paulo ou pra você que mesmo morando aqui
nunca deu as caras por lá ,organizamos o mapa abaixo com a localização dos 13“hot spots” da nossa lista! Em 3 horas dá pra conhecer tudo e, inevitavelmente, fazer MUITAS compras.
1) Ikesaki (meca da beleza) – Rua Galvão Bueno, 37 (loja antiga) e Av.
Liberdade, 146 (loja nova)
2) Ludovicus (Maquiagem) – Rua Galvão Bueno, 61
3) Audrey Makeup Center (maquiagem e acessórios) – Rua Galvão Bueno, 69
4) Azuki-Ya (mercado e loja de presentes/decor com pegada mais moderna) –
Rua Galvão Bueno, 16
5) Marukai (mercado tradicional) – Rua Galvão Bueno, 34
6) Casa Bueno (mercado tradicional) – Rua Galvão Bueno, 48
7) Fancy Goods (decor, papelaria2 e mimos) – Rua Galvão Bueno, 224
8) Loja Oscar (decor e presentes) – Rua Galvão Bueno, 138
9) Pomona (decor e presentes) – Rua Galvão Bueno, 174
10) Revistaria e Livraria Sol (só exemplares em japonês) – Praça da Liberdade,
11) Lucky Cat (decor, papelaria e presentes) – Praça da Liberdade, 145
12) Pastel Yoka ( eleito a melhor pastelaria da cidade pela Veja São Paulo em
153 2012/2013) – Rua dos Estudantes, 37
13) Bakery (padaria) – Rua dos Estudantes, 24
Ikesaki
É impressionante a quantidade e qualidade dos produtos que eles têm! Vale super fazer a lista do mês e passar lá para
comprar shampoos, sabonetes, hidratantes, esmaltes, etc. Fora isso, tem TUDO de beleza, tipo secadores, um milhão de tipos de pinças, tesouras de cabelos… São vários andares de delícias!
Ludovicus
Assim que você sai da Ikesaki, achas que não precisa de mais nada na vida. Mas, qual não foi a minha surpresa ao descobrir que apenas nessa lojinha minúscula é que eu ia encontrar uma linha de produtos que adoro e que está cada vez mais difícil de encontrar: a Bourjois, segunda linha de maquiagens da Chanel !
Audrey Make Up Center
Menor do que a Ikesaki, mas muito organizada e com várias coisas de beleza legais.
Acessórios mil pros amantes de make, principalmente pincéis e maletinhas de todos os formatos e tamanhos
Azuki-Ya
Tem várias comidas legais, coisas típicas japonesas tipo balas, salgadinhos, etc. E as garrafas de sakê maravilhosas? Pirei! E ao fundo, lindas peças de utensílios para a casa.
Marukai
Outro mercadinho bem típico do lugar, cheio de coisas
legais e baratas.
Marukai tem de tudo: de legumes até uma seção SURREAL DE GRANDE de noodles de
todos os sabores!
Casa Bueno
Ótimo lugar para comprar vegetais, shoyu, temperos e guiozas da vida. Animal!
Todos os molhinhos que você pode imaginar estão lá, assim como massa de noodles e macarrões de arroz de todas as espécies (incluindo integrais), cogumelos mil e uma seção ótima de chá! Balinhas e docinhos também imperam.
Fancy Goods
A curadoria desta loja é impecável, de muito bom gosto e só tem coisas legais, inúteis e indispensáveis!
Não dá para se controlar lá dentro, é muito legal! Um ótimo lugar para se comprar presentes diferentes e baratinhos.1
Loja Oscar
Xícaras, pratos, chaleiras, bandejas, utensílios para cozinhar… Demais!
O lugar perfeito pra encontrar o presente perfeito pra alguém que PIRE em coisas pra casa. É tudo MUITO LINDO e tem pra todos os gostos. Maior tentação esse lugar.
Pomona
Vários objetos legais, luminárias japonesas, chinelos de madeira e de palha, objetos de decoração, louças… Muito interessante! Se você quer dar uma ar oriental na sua decoração vai achar algo na Pomona. As luminárias são lindas!
Livraria e Revistaria Sol
Incrível revistaria com vários títulos japoneses de moda, culinária, DIY, mangás… Uma viagem total! Realmente um diferencial da cidade. Não encontra a Vogue Japan? Aqui você vai encontrar. Eles vendem edições passadas também, com desconto. E as revistas e livros de gastronomia? De pirar!
Lucky Cat
Muito legal para comprar presentinhos e coisas para a casa. A Lucky Cat é uma papelaria fofucha demais onde você vai
encontrar canetinhas, caderninhos e objetos fofinhos pra turbinar sua bolsa e mochila!
Pastel Yoka
Já ganhou várias vezes o prêmio de melhor pastel da cidade, então não tem nem o que pensar! O pastel é muito recheado e bem sequinho! O plus é que você não sai da pastelaria cheirando a fritura!
Padaria Bakery Itikiri
Boa opção para quem não quer comer o pastel – que fica bem em frente. Uma padoca normal, mas com várias coisas gostosas e muito bem feitas. O diferente é que você entra, e vai dando a volta pegando o que quer comer. Daí passa no caixa e depois se senta na parte de cima para comer sossegado. Muito legal! No andar de cima tem umas bebidinhas (Café e chás) mais diferentões. Bom pra relaxar com as sacolas depois dessa caminhada toda 😉

LIBERDADE: A HISTÓRIA DO BAIRRO

Liberdade: A HISTÓRIA DO BAIRRO


LIBERDADE: A origem do bairro
5 de maio de 2015
Antes de se tornar o principal reduto da comunidade oriental na cidade, o bairro paulistano da Liberdade era chamado de Distrito Sul da Sé, pois era parte do Distrito da Sé, que fora estruturado em dois distritos, o do Sul e o do Norte, por ato da Câmara Municipal de 14 de março de 1833. O Sul da Sé teve suas divisas demarcadas em 1863 e alteradas em 1872. Por fim, em 20 de dezembro de 1905, uma lei criou o Distrito da Liberdade. Em suas origens, no século 17, a Liberdade compreendia terras situadas ao longo do caminho que ligava o centro da cidade à Zona Sul, ao município de Santo Amaro. Esse caminho, conhecido como “caminho de Ibirapuera” ou “caminho de carro para Santo Amaro”, saia do centro em direção ao sul pelo traçado atual da avenida Liberdade e da rua Vergueiro. Há registros de que esse caminho também tenha sido conhecido como “estrada nova para Santos”. Nessa região, havia muitas chácaras, algumas de grande extensão territorial, onde era cultivado especialmente chá. Da divisão dessas chácaras nasceu o bairro da Liberdade. O bairro abrigou, no século 19, o largo do Pelourinho, onde eram amarrados escravos fugitivos. Alí também ficava localizado o Largo da Forca, que recebeu essa denominação por ser local de execuções, entre as quais ficaram conhecidas as dos soldados Fransciso José das Chagas, o Chaguinhas, e Joaquim José Cotindiba, ocorridas em 1821. O enforcamento dos dois soldados, condenados por reclamar do soldo pago pela Coroa portuguessa, marcou a cidade de tal modo que foi erguida no local a capela de Santa Cruz dos Enforcados, hoje Igreja de Santa Cruz dos Enforcados. Com a abolição da pena de morte do Brasil, o Largo da Forca passou a chamar-se Largo da Liberdade.
No século 19, o centro de São Paulo foi ligado a Santo Amaro pelas linhas de bonde, cujos trilhos foram construídos no traçado do “caminho de carro”. Uma parte desse caminho viria a ser a rua Domingos de Moraes. Na virada do século 19 para o século 20, a Liberdade começa a sofrer um forte processo de urbanização com alargamento de ruas, desapropriações de terras e imóveis, construções de praças e largos e calçamento de ruas com paralelepípedos.Nessa época, a Liberdade era um bairro residencial habitado por imigrantes portugueses e italianos que, com o passar dos anos, deixariam ao bairro em direção a outras partes da cidade. Os traços orientais de prédios e residências só começaram a aparecer após a chegada dos primeiros imigrantes japoneses ao Brasil, em 1908, Origem do nome A Liberdade era considerada uma área periférica até o século 19, quando era conhecida como Bairro da Pólvora, graças à Casa de Pólvora, construída em 1754 no atual Largo de mesmo nome. Quem hoje passa pela Praça da Liberdade talvez não saiba que o local foi o palco sombrio de execuções. Conhecida na época colonial como Largo da Forca, recebeu esse nome devido à forca transferida da Rua Tabatinguera em 1604. No largo houve execuções de criminosos e escravos até 1891, quando recebeu o nome de Liberdade. “As versões mais aceitas sobre a origem dessa denominação devem-se às punições ocorridas no século 19. Nessa época, as pessoas aguardavam a execução na Igreja dos Aflitos. Após a pena, os corpos eram velados na Igreja dos Enforcados. Na Igreja das Almas era feita uma missa aos condenados”, explica Angelina Obata, pesquisadora do Museu Histórico da Imigração Japonesa no Brasil. O bairro da Liberdade recebeu a denominação de Largo da Forca porque entre as várias localidades de São Paulo, foi escolhido para abrigar uma forca destinada à execução da pena de morte. Mas antes de lá ser construída, o instrumento do suplício dos condenados rodou por várias regiões da capital, que não falaremos a respeito por ser desnecessário a esta pesquisa. Uma das cenas mais cruéis foi perpetrada no Largo da Forca (atual Largo da Liberdade). O Governo Provisório tentou abafar um levante militar de soldados que reclamaram do valor de seus soldos à Coroa portuguesa. Duas execuções causaram grande clamor popular, as dos soldados Fransciso José das Chagas, o Chaguinhas, e Joaquim José Cotindiba, ocorridas em 1821. O enforcamento dos dois soldados, condenados por reclamar do soldo pago pela Coroa portuguesa. Cotindiba morreu rápido, mas o Chaguinhas não. As cordas que o enforcariam arrebentaram várias vezes. O público pedia clemência e gritava: “Liberdade, Liberdade!” Como o ato não se consumava, morreu a pauladas. Daí por diante, passou Chaguinhas a ser herói. Esta execução marcou a cidade de tal modo que foi erguida no local a capela de Santa Cruz dos Enforcados, hoje Igreja de Santa Cruz dos Enforcados. Em lembrança a Chaguinhas, manteve-se a prática de acender velas pelas almas do purgatório Com a abolição da pena de morte do Brasil, o Largo da Forca passou a chamar-se Largo da Liberdade.
A Chegada do Kasato Maru
Em 18 de junho de 1908, chega ao porto de Santos o navio Kasato Maru, trazendo os primeiros 782 imigrantes ao Brasil. Deixaram o porto de Kobe em 28 de abril para “fazer a América”, o que significava trabalhar nas lavouras de café no interior do Estado. Muitos não se acostumaram com a rotina “escravocrata” das fazendas, e acabaram migrando para a capital de São Paulo. Em 1912, muitos imigrantes japoneses já estavam instalados em pensões na rua Conde de Sarzedas. Um dos motivos de procurarem essa rua é que quase todos os imóveis tinham porões, e os aluguéis dos quartos no subsolo eram incrivelmente baratos. Nesses quartos moravam apenas grupos de pessoas. Para aqueles imigrantes, aquele cantinho da cidade de São Paulo significava esperança por dias melhores. Uma das explicações para a escolha deste bairro é que ali os aluguéis eram baratos, e estavam próximos de feiras livres e do Mercado da Cantareira- a esmagadora maioria destes imigrantes eram lavradores em seu país. Nas décadas seguintes, dezenas de navios abarrotados de japoneses chegaram em Santos, e as ruas Tabatinguera e adjacentes começaram a ser habitadas por estes imigrantes.Já nessa época começaram a surgir as atividades comerciais: uma hospedaria, um empório, uma casa que fabricava tofu (queijo de soja), outra que fabricava manju (doce japonês) e também firmas agenciadoras de empregos, formando assim a “rua dos japoneses”. Na década de 50, outros imigrantes chineses e coreanos chegaram para engrossar a população do bairro, que já adquirira muitas características orientais. O bairro conheceu então as lanternas suzurano, os jardins japoneses e as festas típicas.
A influência oriental cresceu tanto que, em 1969, foi anunciado um plano de reurbanização do bairro dentro do processo de expansão da Linha 1-Azul do Metrô. Em 1974, aconteceu a criação do “Bairro Oriental”, com ruas e praças do bairro inteiramente decoradas com motivos orientais, adquirindo características de uma autêntica cidade japonesa. Por fim, em fevereiro de 1975, foram inauguradas as estações Liberdade e São Joaquim do Metrô.
Primeiros comércios e escolas
No ano de 1914 foi fundado o Hotel Ueji, pioneiro dos hotéis japoneses em São Paulo, e em 1915 foi fundada a Taisho Shogakko (Escola Primária Taisho), que ajudou na educação dos filhos de japoneses, então em número aproximado de 300 pessoas. Os japoneses trabalhavam em mais de 60 atividades, mas quase todos os estabelecimentos funcionavam para atender a coletividade nipo-brasileira. Em 12 de outubro de 1946 foi fundado o jornal São Paulo Shimbun, o primeiro no pós-guerra entre os nikkeis. Em 1º de janeiro de 1947 foi a vez do Jornal Paulista. No mesmo ano foi inaugurada a Livraria Sol (Taiyodo), ainda hoje presente no bairro da Liberdade, que passa a importar livros japoneses através dos Estados Unidos. A agência de viagens Tunibra inicia as atividades no mesmo ano. Uma orquestra formada pelo professor Masahiko Maruyama faz o primeiro concerto do pós-guerra em março de 1947, no auditório do Centro do Professorado Paulista, na Avenida Liberdade. Em 23 de julho de 1953, Yoshikazu Tanaka inaugurou na rua Galvão Bueno um prédio de 5 andares, com salão, restaurante, hotel e uma grande sala de projeção no andar térreo, para 1.500 espectadores, batizado de Cine Niterói. Eram exibidos semanalmente filmes diferentes produzidos no Japão, para o entretenimento dos japoneses de São Paulo. A rua Galvão Bueno passa a ser o centro do bairro japonês, crescendo ao redor do Cine Niterói, tendo recebido parte dos comerciantes expulsos da rua Conde de Sarzedas (explicada no próximo subtítulo). Era ali que os japoneses podiam encontrar um cantinho do Japão e matar saudades da terra natal. Na sua época áurea, funcionavam na região os cines Niterói, Nippon (na rua Santa Luzia – atual sede da Associação Aichi Kenjin kai), Joia (na praça Carlos Gomes – hoje casa de shows) e Tokyo (rua São Joaquim – também igreja). Em abril de 1964 foi inaugurado o prédio da Associação Cultural Japonesa de São Paulo (Bunkyô) na esquina das ruas São Joaquim e rua Galvão Bueno.
A perseguição aos japoneses em São Paulo
Com o clima de hostilidade nos anos da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), os imigrantes japoneses no Brasil começaram a ser perseguidos como “espiões” infiltrados. Um aspecto particularmente violento desta perseguição foi a proibição de editar, fazer circular e ler qualquer livro, revista ou jornal escrito em japonês. O Estado Novo de Getúlio Vargas tornou os livros, a língua e a cultura japonesa inimigos da pátria, independentemente do que estava escrito.
Se é fato que a partir de 1937, com o Estado Novo, houve restrições em geral à utilização de línguas que não o português, a repressão foi mais dura e extensa no caso dos nipo-brasileiros. A leitura, os livros e os jornais tinham uma importância central naquele período para o grupo imigrante e sua proibição foi devastadora. Entre 1943 e 1945 houve várias investidas da polícia em casas nas redondezas da Rua Conde de Sarzedas, no bairro da Liberdade, e os nipo-brasileiros foram expulsos de suas casas para o interior. Em 23 de maio de 1943, a polícia confiscou livros e revistas na livraria japonesa Endo, depois também na Oriente, Toyoyoshi e Nambei. “Eles costumavam vir em grupo de quatro ou cinco e às vezes havia entre eles pessoas sem identificação. O objetivo da revista era verificar se havia armas clandestinas ou algum documento revelando que os moradores eram militares ou ocupavam cargos relacionados com o governo japonês”, conta o cronista e pintor Tomoo Handa em O imigrante japonês. História de sua vida no Brasil (T.A.Queiroz). A proibição do ensino da língua nas escolas e da circulação de livros e jornais em japonês quebrou a espinha dorsal da comunidade japonesa. No final da década de 1930, cerca de 30 mil filhos de imigrantes estudavam em 486 escolas da comunidade. Em 1939, 219 delas foram fechadas e em boa parte desses locais não havia escola pública próxima. No que se refere à imprensa, de 11.576 pessoas consultadas em uma pesquisa em 1939, um total de 87,72% eram assinantes de jornais em japonês.Era, portanto, por meio da língua nas escolas e nos livros e jornais que a comunidade mantinha seus laços culturais e preservava seu vínculo com o país de origem, mas, igualmente, estruturava sua permanência no Brasil, divulgando notícias locais, literatura produzida aqui, atividades de clubes e anúncios de lojas especializadas.A proibição da publicação de jornais impôs aos imigrantes um isolamento do Japão, mas igualmente do próprio Brasil, já que os jornais eram provavelmente o único meio de ter notícias locais. Isso levou os imigrantes a um profundo isolamento cultural e social e a uma forte pressão psicológica que propiciou a circulação de rumores sem qualquer veracidade envolvendo o Japão, o que se agravou com o fim da guerra, os ataques nucleares ao Japão e a rendição com o discurso do imperador. Não foi, assim, por pendor fanático ou fundamentalista que muitos imigrantes foram levados a desacreditar a derrota japonesa e alguns aderiram às armas.Foi uma resposta ao limbo cultural em que eles passaram a viver, sem informação e sem âncora segura de identidade na terra que escolheram para imigrar e viver – ao que se acrescentam valores e crenças como a ideia da infalibilidade do imperador e a descrença na possibilidade da derrota do país de origem. Perseguidos e abandonados em sua nova terra, colocados diante da escolha entre Brasil e Japão, os imigrantes e seus descendentes se viram em um contexto de intenso conflito de identidade – e foi neste terreno que eclodiu a violência e os terríveis assassinatos contra os chamados “derrotistas”. Isto não significa justificar a inaceitável violência dos chamados “vitoristas”, mas entender o contexto em que o conflito eclodiu.
A pergunta não é o que os “japoneses” faziam ou fizeram, mas entender de que forma um governo e seus milicianos do patriotismo construíram uma ideia de nacionalidade e nação baseadas na exclusão e na perseguição de um grupo, de sua cultura, seus livros e jornais. Os “japoneses” e os “amarelos” se tornaram inimigos menos por serem associados ao Japão e ao Eixo, contra o qual o Brasil estava em guerra desde 1942, e mais por uma concepção anti-japonesa de imigração que se disseminou desde os anos 1920. Este racismo incidia sobre um grupo que era, ao mesmo tempo, admirado por sua iniciativa no trabalho, na agricultura e no cooperativismo.Foi a partir desta violência contra o grupo nipo-brasileiro que se pode entender a história contada em “Corações Sujos”, que foca apenas no período 1946-1947 para contar um episódio de “fundamentalismo”.Os anos de 1939 a 1945 foram para os nipo-brasileiros um período trágico no qual a proibição e a perseguição contra a cultura japonesa e seus livros contribuiu para desestruturar socialmente um grupo que escolheu o Brasil para imigrar,viver, criar e imaginar um outro futuro para seus filhos, mantendo suas tradições e vínculos com o país de origem – o que lhe foi negado com violência pelo Estado brasileiro nos anos 1930 e 1940.
Origem dos nomes das principais ruas do bairro
Beco dos Aflitos
Lembra a existência do primeiro cemitério público aberto em São Paulo nos idos de 1848. A Capela dos Aflitos, onde é venerada Nossa Senhora dos Aflitos (daí o nome do beco), ocupava o centro do cemitério, conhecido como Cemitério dos Enforcados.
Rua dos Estudantes
Lembra a existência de antigas repúblicas de estudantes.
Rua Conselheiro Furtado
Homenagem a Francisco Maria de Souza Furtado de Mendonça, que nasceu em Luanda, na África, mas veio criança para o Brasil. Desde 1851, exercia o cargo de delegado de polícia. Morreu em 23 de maio de 1890.
Rua Galvão Bueno
Homenagem a Carlos Mariano Galvão Bueno nascido na cidade de São Paulo em janeiro de 1834. Formou-se em Direito em 1860. Morreu afogado em maio de 1883, quando pescava nas águas do Tamanduateí.
Rua da Glória
Local onde se localizava a chácara de Nossa Senhora da Glória. Em 1825, o presidente da Província, Lucas Antonio Monteiro de Barros, criou no local o Seminário das Educandas de Nossa Senhora da Glória.
Avenida Liberdade
Pela Lei nº 4.211, de março de 1952, passou a denominar-se Avenida Liberdade. Em 1822, chamava-se Rua da Pólvora.
Praça da Liberdade
Essa denominação, dada ao velho Largo da Forca, lembra a abolição da escravatura do Brasil, em maio de 1888. Em 1822,denominava-se “Campo da Forca”.
Rua Conde de Sarzedas
Homenagem a Bernardo José de Lorena, o Conde de Sarzedas, foi capitão-general de São Paulo de 5 de junho de 1788 a 27 de junho de 1797.Era fidalgo português.
Bibliografia
GUEDINE, André- Banco de Dados Folha de São Paulo, acervo online
PONCIANO, Levino (2001). Bairros paulistanos de A a Z (pp 124-125) São
Paulo, Editora Senac.
CYTRYNOWICS, Roney (21/09/2012). A repressão aos imigrantes e livros
japoneses durante a Segunda Guerra Mundial. Artigo para o portal Publish
News, na coluna Volta ao Mundo em 80 livros.
Portal Nippo-Brasil Online (18 de novembro de 1999). Matéria Crueldade marca
o início do bairro da Liberdade.

120 Anos de Amizade Japão-Brasil

120 Anos de Amizade Japão-Brasil .::. Especial - NippoBrasil

Uma trajetória de muita amizade entre dois países que já foram, outrora, inimigos de guerra

Em 2015, comemoram-se
120 anos de amizade Brasil-Japão

 
(Texto: Redação/NB | Fotos: Divulgação e arquivos nippobrasil)
O Tratado de Amizade, Comércio e Navegação Brasil-Japão foi celebrado em Paris, na França, no dia 5 de novembro de 1895. A data é considerada um marco importante para o posterior desenrolar de toda a história nipo-brasileira, pois foi esse acordo que viabilizou a vinda oficial dos imigrantes japoneses ao Brasil em 1908.
Um pouco da história antes do
Tratado de Amizade Brasil-Japão
O contexto histórico daquela época, para ambos os países, era favorável a iniciativa de selar um tratado de amizade. Para o Brasil, porque havia recentemente libertado os escravos, em 1888, mas precisava assegurar mão de obra nas lavouras de café, cultura que estava em ascensão; e para o Japão, porque o país promovia grandes reformas administrativas e enfrentava muitos problemas de ordem social e populacional. A emigração de parte de sua população tornou-se uma alternativa para essas questões. Nesse período, a Terra do Sol Nascente passava por intensa reforma no campo e investia fortemente em suas indústrias nas cidades.
Logo após a libertação dos escravos, os imigrantes que chegaram ao Brasil ainda eram oriundos da Europa, isto porque a entrada de asiáticos estava proibida no país por um decreto de 1890. Contudo, dois anos depois, em 1892, essa lei foi extinta, pois os brasileiros tinham também interesse nos imigrantes orientais.
Já no Japão, o país começou a enviar emigrantes ao exterior desde o período da Restauração Meiji (1867/68 a 1912). Os primeiros emigrantes nipônicos foram para o Havaí, em 1868, depois para os EUA, o Peru, e finalmente chegaram ao Brasil, em 1908.

“Graças ao Tratado de Amizade Brasil-Japão, de 120 anos atrás, nós, os descendentes de japoneses estamos no Brasil. Sem a assinatura desse tratado, não estaríamos aqui. Brasil e Japão são dois países que se respeitam mutuamente.”
Hatiro Shimomoto, empresário e ex- deputado estadual de São Paulo.

Após a assinatura do tratado
Em 1987, com o Tratado de Amizade em vigor, iniciou-se a instalação das missões diplomáticas brasileira e japonesa. A missão diplomática japonesa foi instalada em agosto, em Petrópolis, no Rio de Janeiro; e a missão diplomática brasileira, em setembro do mesmo ano, no Japão.
Desde então, o ministro japonês começou a receber solicitações dos brasileiros por imigrantes japoneses. Em 1905, após solicitação do próprio governo brasileiro, o representante diplomático japonês escreveu uma carta para o seu país recomendando o Estado de São Paulo, como melhor destino para os migrantes nipônicos. O primeiro navio japonês, o Kasato Maru, chegou em 1908, no porto de Santos, em São Paulo.

As comemorações em 2015 e o
ano-novo como ponto de partida
Desde o fim de 2014, representantes governamentais ja se mobilizavam para a preparacao das comemoracoes do aniversario de 120 anos do Tratado de Amizade Brasil-Japao. O primeiro evento do ano foi selado logo na entrada de 2015, no dia 1º de janeiro, com um grande brinde de autoridades governamentais e de representantes das entidades nipo-brasileiras em Sao Paulo. No decorrer do ano, diversos eventos, shows, apresentacoes e mostras estao sendo realizados em todo o Brasil. Os tradicionais eventos anuais da comunidade nipo-brasileira e os matsuri recebem, neste ano, um motivo extra para comemorar.

Escolha dos Embaixadores da Boa Vontade
Zico, ex-jogador e técnico de futebol, e Márcia, cantora nipo-brasileira atuante no Japão, foram escolhidos como Embaixadores da Boa Vontade dos 120 anos de Amizade Brasil-Japão.
Arthur Antunes Coimbra, ou Zico, é muito conhecido e admirado pelos japoneses. Entre os anos de 1991 a 1994, Zico jogou no time japonês Kashima Antlers, contribuindo efetivamente para elevar o nível da equipe e, entre 2002 e 2006, retornou às terras japonesas como treinador. Hoje comentarista esportivo, o ex-jogador representa o lado brasileiro.
Márcia Nishie, descendente de japoneses de Mogi das Cruzes, São Paulo, é a primeira cantora nipo-brasileira a fazer sucesso no circuito profissional de música japonesa. Ela foi nomeada a Embaixadora dos 120 Anos de Amizade Japão-Brasil, para promover o entendimento mútuo e o intercâmbio entre o Japão e o Brasil no Japão.

Opinião

Esquadrão japonês no Brasil (1965)
Escrito por Diogo Nomura* - publicado na edição 269 do Jornal Nippo-brasil, de 4 a 10 de agosto de 2004

Inspiração
para a paz
Escrito por Junji Abe é líder rural, foi deputado federal pelo PSD-SP (fev/2011-jan/2015) e prefeito de Mogi das Cruzes (2001-2008)
Resumo dos principais acontecimentos
ao longo da amizade Brasil-Japão

O dicionário de Otake Wazaburo foi o mais utilizado nos primeiros anos da imigração
• 1888 - A abolição da escravatura no Brasil incentivou a entrada de imigrantes estrangeiros.
• 1889 - Vem ao Brasil Wasaburo Otake, o pai do primeiro dicionário português-japonês do Japão.
• 1892 - O Brasil autorizou legalmente a entrada de imigrantes da China e do Japão, que antes também era proibida por lei.
• 1893 - Criou-se, no Japão, a Sociedade Colonizadora. E, um ano depois, representantes visitaram o Brasil.
• 1895 - Assinatura do Tratado de Amizade entre Brasil e Japão em Paris, na França.
• 1897 - Instalação da legação japonesa (missão diplomática) em Petrópolis, no Rio de Janeiro, e da legação brasileira no Japão.
• 1905 - Representante diplomático japonês envia carta ao Japão recomendando o Estado de São Paulo como melhor destino para os migrantes japoneses, após diversos pedidos dos brasileiros, inclusive do próprio governo do Brasil.
• 1906/1907 - A Companhia Imperial de Imigração (Kokoku Shokumin Kaisha) chega a São Paulo para firmar acordo com o secretário de Agricultura do Estado de São Paulo. Comprometeu-se a trazer 3 mil famílias japonesas com 3 integrantes ou mais no prazo de 3 anos.
• 1908 - Partindo de Kobe, no Japão, chega o primeiro navio, o Kasato-Maru, com 781 imigrantes japoneses, em 18 de junho, no porto de Santos, em São Paulo.
• 1915 - Estabelecimento do Consulado Geral do Japão em São Paulo.
• 1926 - Fundada em Kobe, no Japão, a Sociedade Japão-Brasil (Nippaku Kyokai). E, em 1928, foi fundada a primeira Hospedaria Japonesa dos Emigrantes (Kokuritsu Imin Shuyojo), posteriormente conhecido como Centro de Emigração de Kobe.
• 1929 - Chegada dos primeiros imigrantes na Amazônia, no Norte do Brasil.
• 1932 - Fundação da Associação Central Nipo-Brasileira (Nippaku Chuô Kyokai) no Brasil. O presidente foi o príncipe Takamatsu.

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• 1934 - Promulgada a Constituição de 1934 no Brasil, que incluía cotas para imigrantes. A cota anual de entrada de novos imigrantes foi limitada para dois por cento sobre o número de imigrantes dessa nacionalidade que entrou no Brasil nos últimos 50 anos, até o ano de 1933. No caso dos japoneses, como o número de imigrantes total até a data era de 142.457 pessoas, a cota de 2% ficou em 2.849 pessoas.
• 1940 - Assinatura do Convênio de Intercâmbio Cultural entre o Brasil e o Japão, mas logo anulado em 1941, quando a relação diplomática entre Brasil e Japão fora cortada, por causa da Segunda Grande Guerra.
• Junho de 1941 - Chega o último navio de imigrantes japoneses antes da guerra, o Buenos Aires Maru. No total, 188.986 japoneses entraram no Brasil até esta data.
• 1949 - O Tratado sobre o Comércio é retomado entre o Brasil e o Japão.
• 1953 - Retomada da imigração japonesa no Brasil após a guerra. O navio Santos-Maru leva 54 imigrantes japoneses à Amazônia.
• 1954 - O Ministro dos Negócios Estrangeiros, Katsuo Okazaki, participa das comemorações do IV Centenário de São Paulo.
• 1955 - Chega a primeira leva de 109 imigrantes do grupo de jovens de Cotia a Santos. Cerca de 2,3 mil jovens imigraram para o Brasil até 1967.
• 1956 - É criado o Centro de Emigração de Yokohama, no Japão.
• 1958 - Participação do Príncipe Mikasa e de sua esposa nos festejos dos 50 anos da imigração japonesa do Brasil. Neste mesmo ano, a companhia aérea Varig inicia a linha para o Japão; e a empresa USIMINAS, um empreendimento conjunto do Japão e do Brasil, conclui sua obra.
• 1960 - Visita da primeira comitiva brasileira privada ao Japão após a Segunda Guerra Mundial. Assinatura do Acordo de Imigração e Colonização Japão-Brasil no Rio de Janeiro.
• 1961 - Assinatura do Acordo Cultural Japão-Brasil e visita do ex-presidente Juscelino Kubitschek ao Japão.
• 1965 - Visita da primeira comitiva econômica japonesa à América do Sul organizada após a Segunda Guerra Mundial ao Brasil.
• 1967 - Visita do presidente eleito da República do Brasil, Artur da Costa e Silva, ao Japão. Em Tóquio, ele assina o Tratado de Imposto Japão-Brasil. Empresas japonesas começam a investir no Brasil. Visita do Príncipe Herdeiro Akihito e da Princesa Michiko ao Brasil.
• 1972 - Abertura da primeira agência japonesa do Banco do Brasil em Tóquio.
• 1973 - Saída do último navio de imigrantes para a América do Sul, o Nippon-Maru, parte do Porto de Yokohama com 285 imigrantes.
• 1974 - Visita do primeiro-ministro, Kakuei Tanaka, ao Brasil. Ele vem inspecionar o cerrado brasileiro.
• 1976 - Visita do presidente Ernesto Geisel ao Japão, onde reconheceu o Programa de Cooperação Nipo-Brasileira para o Desenvolvimento dos Cerrados (Prodecer) como um programa nacional brasileiro. Início do auxílio japonês ao desenvolvimento do cerrado.
• 1977 - Início do projeto de auxílio tecnológico da Agência de Cooperação Tecnológica do Japão (Jica) no Brasil.
• 1978 - Visita ao Brasil do Príncipe Herdeiro Akihito e da Princesa Michiko para participar dos 70 anos da Imigração Japonesa ao Brasil.
• 1989 - Visita do presidente Sarney ao Japão e participação no rito funerário ao Imperador Hirohito.
• 1990 - A Lei de Controle de Imigração Japonesa (Leis de Controle de Imigração e de Reconhecimento de Refugiados) foi alterada para autorizar emissão de visto para descendentes de japoneses do exterior de segunda e terceira geração e seus familiares a permanecer no Japão pelo período de três anos (na prática, autorizou o trabalho no Japão).
• 1990 - Visita do presidente Fernando Collor de Mello ao Japão.
• 1993 - Alteração do Artigo 206, do Código Penal brasileiro (Lei nº 2.848) pela Lei nº 8.683, de 1993, por iniciativa do então deputado federal Diogo Nomura. O artigo anterior criminalizava o aliciamento para fins de emigração no Brasil.
• 1995 - Centenário do Tratado de Amizade entre Brasil e Japão.
• 1996 - Visita do presidente Fernando Henrique Cardoso ao Japão. No mesmo ano, visita do primeiro-ministro Hashimoto ao Brasil.
• 2005 - Instituído, no Brasil, o Dia Nacional da Imigração Japonesa em 18 de junho. Lei nº 11.142, de 25 de julho de 2005.
• 2006 - Assinatura do decreto que adotou a tecnologia japonesa como base para o Sistema Brasileiro de TV Digital.
• 2008 - Realização do Centenário da Imigração Japonesa ao Brasil, com a visita do Príncipe Herdeiro Naruhito ao Brasil.

Naruhito chega ao Sambódromo sob forte esquema de
segurança: discurso emocionou muitos nikkeis
Foto: Nei Toledo

Príncipe deposita flores no Cais 14 do Porto de Santos
Foto: Andreano Takahashi/NB
• 2011 - Visita de Taro Aso como embaixador especial ao Brasil, para participar das cerimônias de posse da presidente Dilma Rousseff.
• Março de 2012 - Entra em vigor o Acordo de Previdência Social entre Brasil e Japão.
• 2014 - Visita da Princesa Takamado ao Brasil. Ela assistiu à partida de futebol da seleção japonesa durante a Copa do Mundo FIFA realizada no Brasil. De julho a agosto, visita do primeiro-ministro Shinzo Abe ao Brasil. Foi a primeira visita de um primeiro ministro japonês ao Brasil (Brasília e São Paulo), depois de uma década. Reunião de Cúpula Japão-Brasil com a presidente Dilma Rousseff.

Presidenta Dilma Rousseff em reunião bilateral com o Primeiro-Ministro do Japão, Shinzo Abe. (Brasília - DF, 01/08/2014)
Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Fontes do resumo: Embaixada do Japão no Brasil,
Agência Brasil e arquivo do Jornal NippoBrasil