quinta-feira, 21 de abril de 2016

Linha 5 – Lilás do metrô entra na reta final

Linha 5 – Lilás do metrô entra na reta final

Governador Geraldo Alckmin acompanhou nesta segunda-feira (11) a chegada do equipamento de perfuração conhecido como “Megatatuzão” na estação Chácara Klabin, que é a última do prolongamento da Linha 5-Lilás do Metrô de São Paulo.

Fonte: Assessoria de Imprensa 14 de abril de 2016 - 12h16

"Hoje é um dia histórico, esse é o maior Tatuzão, ele tem 10,5 metros de diâmetro, pesa 1.500 toneladas, um dos maiores do mundo, feito na Alemanha. E essa é uma linha integradora porque lá em Santo Amaro ela integra com a abertura da Linha 9 da CPTM, em Campo Belo vai integrar com a Linha 17 do Aeroporto de Congonhas, em Santa Cruz ela integra norte/sul, que é a Linha 1. E aqui em Chácara Klabin integra com a Linha 2, que é a da Paulista", explicou o governador.
Para a expansão da Linha 5-Lilás, o Governo do Estado faz um investimento de R$ 9,5 bilhões, incluindo a compra de 26 novos trens. O empreendimento gera 5.500 empregos diretos. Após a estação Adolfo Pinheiro, entregue em 2014, serão mais 10 km de extensão e outras 10 estações: Alto da Boa Vista; Borba Gato; Brooklin; Campo Belo; Eucaliptos; Moema; AACD-Servidor; Hospital São Paulo; Santa Cruz e Chácara Klabin.


"A Linha 6 também vai crescer muito, então nós poderemos chegar no começo do ano que vem com quase 20 mil pessoas trabalhando no sistema metroferroviário. A construção civil gera bastante emprego", completou Alckmin. Ao longo de todo o percurso, a máquina construiu 4.500 metros de túneis e instalou 3.600 anéis de concreto, desde o início de sua operação, em setembro de 2013.
Após a chegada à estação Chácara Klabin, o tatuzão vai cumprir sua última etapa, escavando mais 362 metros de túnel até o Poço Dionísio da Costa. Os outros dois túneis já foram concluídos pelas duas tuneladoras menores, conhecidas como Lina e Tarsila. Eles são paralelos, têm 4,9 km cada e estão no trecho entre as estações Adolfo Pinheiro e Campo Belo.
Antes de chegar nesta estação, o equipamento partiu do canteiro de obras da estação Santa Cruz e escavou 880 metros, instalando 580 anéis de concreto. Esta será a última viagem do Megatatuzão, que construiu também os túneis da Linha 4-Amarela, foi reformado para trabalhar na Linha 5-Lilás e será desmontado após a conclusão desta obra. A previsão é que 781 mil passageiros sejam transportados diariamente na Linha 5-Lilás quando a operação for plena.
Primeira linha do Metrô construída por três tatuzões
O equipamento é uma das três máquinas empregadas na construção do prolongamento da Linha 5-Lilás. Ao mesmo tempo em que perfura o solo, também instala o revestimento estrutural do túnel, com anéis de concreto e fibras de aço. Ao todo, esse tatuzão percorrerá uma distância de 5,7 km, construindo 4,8 km de túneis entre os poços Bandeirantes (depois da estação Campo Belo) e Dionísio da Costa (após a estação Chácara Klabin), instalando 3.241 anéis. Nesse trecho ficarão as estações Eucaliptos, Moema, AACD-Servidor, Hospital São Paulo, Santa Cruz e Chácara Klabin.Fabricada na Alemanha, a máquina possui 75 metros de comprimento, roda de corte de 10,5 metros de diâmetro, pesa 1,5 mil toneladas e conta com vários compartimentos ao longo da sua extensão. Para sua operação são necessárias 180 pessoas, sendo 50 profissionais em cada turno, além de 30 operários de apoio. Os outros dois tatuzões possuíam roda de corte menor, com 6,3 metros de diâmetro, e construíram simultaneamente túneis paralelos entre as estações Adolfo Pinheiro (já funcionando) e Campo Belo. O prolongamento da Linha 5 foi o primeira da história do Metrô a ser perfurado por três tuneladoras.
Estação Chácara Klabin
A estação da Linha 5-Lilás ficará embaixo da atual estação com o mesmo nome da Linha 2-Verde. Serão mais 15 mil metros quadrados de área construída, com elevadores e escadas rolantes, deixando a estação totalmente acessível. Os acessos serão os mesmos da atual estação, que fica na Rua Vergueiro, próximo ao número 3.800.
Fonte: Grandes Construções


Nova arena atrairá cerca de 1 milhão de turistas a São Paulo

Nova arena atrairá cerca de 1 milhão de turistas a São Paulo

Espaço multiúso, configurado para receber atrações esportivas e culturais, terá capacidade para 20 mil pessoas e poderá abrigar até 100 eventos por ano

Fonte: DCI

A construção de uma arena multiúso, nas dependências do Complexo Anhembi, zona norte da capital, está no momento em fase de ajuste do edital, que deve ser publicado até o final do primeiro semestre. O novo espaço poderá abrigar até 100 eventos no ano, segundo expectativas da São Paulo Turismo (SPTuris).
Segundo a SPTuris, o local pode gerar um acréscimo de 1 milhão de turistas para a capital, que recebeu 15 milhões de visitantes em 2014, contabilizando uma receita de R$ 11 bilhões para o município.
Para o presidente da SPTuris, Alcino Rocha, a nova arena vai dinamizar o setor de entretenimento e shows, que cresce a cada ano.
A intenção da prefeitura e da SPTuris é transformar a área de 28 mil metros quadrados em uma arena de padrão internacional, inteiramente coberta e climatizada.

Grandes eventos
Com essa infraestrutura, poderá receber grandes eventos culturais, esportivos e de entretenimento, com capacidade para até 20 mil pessoas.
"Grandes espetáculos que não aconteciam no Brasil por falta de espaço adequado, como é o caso do torneio de luta UFC, poderão acontecer com a construção da arena", afirmou Rocha.
A construção está estimada em R$ 300 milhões que virão inteiramente de recursos privados, sem contrapartida financeira do poder público municipal. A proposta é que seja feito uma concessão mediante pagamento de outorga, ou seja, o terreno será concedido pela prefeitura à empresa responsável pela construção e operação por um período de 30 anos.
Segundo o presidente da SPTuris, o edital de licitação deve sair no segundo semestre. Após a publicação do edital, a empresa responsável terá de 2 a 3 anos para a obra, que tem previsão de se iniciar até o 2º semestre deste ano.
A empresa Time For Fun (T4F), líder no mercado de entretenimento ao vivo na América do Sul, apresentou para a Prefeitura de São Paulo o projeto de uma arena que tivesse estrutura para abrigar diversos tipos de eventos.
Projetos das interessadas
A ideia despertou o interesse do município, que abriu o chamamento público em janeiro deste ano para receber e analisar os projetos de outras empresas interessadas na área. Embora seis empresas tenham se candidatado, apenas cinco obedeceram aos requisitos do edital e seguem na disputa.
Nas soluções apresentadas, as empresas especificaram soluções arquitetônicas e de engenharia, além do modelo de negócio e de exploração comercial do espaço.
O presidente da SPTuris explicou que a escolha do Complexo Anhembi, com 300 mil metros quadrados, para instalação da nova arena se deu pelos seguintes fatores: fácil acesso; proximidade com metro e aeroportos; pista de pouso para helicópteros no Campo de Marte; e amplo estacionamento. A escolha também formou um encaixe com o projeto Arco Tietê, da gestão do prefeito Fernando Haddad, que prevê a revitalização das margens do Tietê.
Concorrência
Sobre outros espaços, Rocha é enfático: "Não existe em São Paulo um local com o porte e infraestrutura que estamos planejando para a nova arena".
Segundo o presidente da SPTuris, o ginásio do Ibirapuera não possui todas as configurações necessárias para receber determinados eventos.
O presidente do UFC no Brasil, Giovani Decker, alegou ao site Tatame haver falta de espaço com estrutura para receber o evento na cidade de São Paulo. Segundo ele, o ginásio do Ibirapuera está aquém das estruturas disponíveis nos EUA e no mundo.
Fonte: Grandes Construções

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Documentário analisa porquê pais japoneses deixam os filhos pequenos irem por conta própria para a escola

Documentário analisa porquê pais japoneses deixam os filhos pequenos irem por conta própria para a escola

Nacionalpor Rachel Matos - 14/09/2015
escola
Crédito: Divulgação
TÓQUIO – (IPC Digital) – Muitos estrangeiros no Japão ficam chocados ao ver pequenos estudantes japoneses (de 6 anos em diante) andando nas ruas ou até mesmo pegando trens e ônibus para irem e voltarem de suas escolas, sem os pais ou adultos por perto.
Enquanto estas cenas seriam considerada preocupantes em muitos países do exterior, ela é perfeitamente típica no Japão.
Para tratar sobre isso, a TV australiana SBS2 compartilhou um mini-documentário chamado de “Japan’s independent kids” no You Tube, mostrando as diferenças entre a independência de uma criança japonesa e australiana (semelhante a de muitos outros países, como no Brasil). 
O vídeo tem aproximadamente 8 minutos e está disponível logo abaixo.
O pequeno documentário começa compartilhando o provérbio japonês “kawaii ko ni wa tabi wo saseyo” que significa algo do tipo “envie seu amado filho para uma jornada”. Este provérbio diz que as crianças devem aprender a assumir os desafios e dificuldades de uma fase inicial de vida. Elas devem ser conduzidas a se socializar de modo a ficar independente e saber cuidar de si, mesmo com pouca idade. Pois não será sempre que terão seus pais por perto.
Além de ensinar a independência, analistas explicam que a sociedade e a cultura do trabalho no Japão deveriam ser completamente reorganizados se os pais fossem responsáveis pelo transporte dos filhos para a escola todos os dias. A logística de hoje não suportaria a população nas ruas e trajetos nos horários de funcionamento escolar, seja em termos de compatibilidade entre horário de escola e trabalho dos pais, seja em termos de tráfego. 
Outro fator que favorece este modelo, segundo o documentário, é o fato do Japão ter um índice muito baixo de homicídio e a sociedade estar acostumada com isto, sendo tolerante e solidária às crianças nas ruas.
As crianças no Japão são ensinadas a acreditar que qualquer pessoa pode ajudá-las no caminho, se precisarem. Enquanto em outros países as crianças são ensinadas a temerem os desconhecidos, amedrontando-as.
Para os pais japoneses não se deve proteger as crianças naquilo que ela já é capaz de fazer. Com esta concepção e estas experiências proporcionadas pela cultura, as crianças japonesas tornam-se mais independentes, mais cedo, do que crianças de outros países. 
Sem dúvida é um choque cultural, mesmo para brasileiros, deixar as crianças pequenas saírem sozinhas (ou mesmo com alguns colegas) nas ruas. 
Como foi sua própria experiência de deixar seus filhos irem para a escola por conta própria tão cedo? E as crianças, como se saíram, o que acharam? Conte-nos sobre este conflito cultural vivido por vocês!
FONTE: JAPAN TODAY

Conheça os poderosos benefícios de tomar água em jejum e o modo correto, segundo os japoneses

Conheça os poderosos benefícios de tomar água em jejum e o modo correto, segundo os japoneses

Saúde e Belezapor Rachel Matos - 15/04/2016
agua
Crédito: Divulgação
TÓQUIO (IPC Digital) – Os japoneses recomendam beber água em jejum para prevenir doenças e até para tratar de algumas delas.
Mas há um detalhe: a água precisa ser pura, à temperatura ambiente ou morna, todos os dias. Segundo a medicina japonesa, a água pura em jejum é o melhor dos jeitos de acordar seu corpo e colocar o metabolismo em funcionamento.
A água morninha está mais de acordo com a temperatura interna dos órgãos. Ela passa limpando os resíduos que estão no trato digestivo, fazendo você sentir o reflexo de evacuar o que ficou parado à noite, quando você dormia. Este é o melhor horário para estimular o intestino grosso, melhorando a saúde, segundo a Medicina Tradicional Chinesa.
O intestino tem muito a ver com as doenças que nosso corpo padece. Então, mantendo o intestino limpo com funcionamento regular, vamos evitar doenças e até curá-las. É por isso que essa forma de tomar água, em jejum, é tão importante de se conhecer.

Algumas doenças que se podem evitar e até tratar tomando água em jejum

Tomando água em jejum, seguindo as indicações dos japoneses, você poderá prevenir doenças como artrite, dor nas costas, dor no peito (anginas), dores de cabeça (migrena), colite, asma, hipertensão e hipercolemia (colesterol elevado e desequilibrado).

Indicações do tratamento japonês com água tomada em jejum

círculo verde 1. Você deve beber até 640 ml de água (desfluoretada) logo que acordar. Isso corresponde a 4 copos pequenos de água. Comece tomando um copo e vá experimentando aumentar a quantidade, até que atinja os 640 ml. Não ultrapasse esse volume pois, água em excesso também faz mal. Essa quantidade de água aqui descrita é para pessoas que querem recuperar a saúde com esse tratamento de água em jejum. Na manutenção bastam 1 a 2 copos de água.
círculo verde 2. Escovar os dentes e a língua 45 minutos antes do café da manhã, depois de ter bebido seus copos de água.
círculo verde 3. Durante o dia, tome um copo de água meia hora antes de cada refeição e, não coma nem beba nada até duas horas depois desta.
Você vai perceber a sua saúde melhorando pouco a pouco. Segundo a Sociedade Médica do Japão, esse tratamento pode durar até 10 dias para tratar prisão de ventre, gastrite e outros problemas de estômago, mas, uma maior quantidade de dias para outras doenças: tuberculose (90), diabetes (30), hipertensão (30), por exemplo.
Mas, mesmo que sua ideia não seja a de tentar um tratamento completo à base de água pura, como fazem os japoneses, o simples fato de você tomar água pura em jejum, a quantidade que for, já lhe fará muito bem.
Boa água para você e muitos bons dias, de aqui para a frente!

sábado, 9 de abril de 2016

Japão lançará trem invisível

Japão lançará trem invisível

Nacionalpor Rachel Matos - 09/04/2016
trem invisivel
Crédito: Divulgação
TÓQUIO (IPC Digital) – Além de criarem o “trem bala”, agora chegou a vez dos japoneses inovarem mais uma vez ao criar um trem “transparente”.
Até 2018 o Japão pretende lançar um “trem invisível” não pelo fato da composição atingir altas velocidades, mas por ser constituído por uma estrutura reflexiva, capaz de se misturar com o cenário ao seu redor.
O projeto ficará a cargo da arquiteta Kazuyo Sejima que foi selecionada pelo Seibo Group para criar a nova versão do trem “Red Arrow” em comemoração aos 100 anos da empresa.
O trem deve operar na Linha Seibu Railways que tem 180 quilômetros de ferrovias no território japonês.
“O expresso viajará por uma variedade de cenários, desde os arredores bucólicos das montanhas de Chichibu, até o centro mais urbanizado de Tóquio”, disse Sejima em um comunicado à imprensa.
A requisição do grupo é que Sejima crie um interior “relaxante e confortável”.
FONTE: VIA TROLEBUS e IPC

Impressões digitais para serem testados como "moeda"

Impressões digitais para serem testados como "moeda"

O Yomiuri Shimbun

Fonte: The Japan News - Yomiuri ShimbunO Yomiuri ShimbunA partir deste verão, o governo vai testar um sistema em que os turistas estrangeiros será capaz de verificar suas identidades e comprar coisas em lojas usando apenas suas impressões digitais.
O governo espera aumentar o número de turistas estrangeiros usando o sistema para prevenir o crime e aliviar os usuários da necessidade de carregar dinheiro ou cartões de crédito. Destina-se a realizar o sistema pelos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de Tóquio de 2020.
O experimento terá turistas de entrada registrar suas impressões digitais e outros dados, tais como informações de cartão de crédito, em aeroportos e em outros lugares.
Turistas, então, seria capaz de conduzir procedimentos de isenção de impostos e fazer compras depois de verificar suas identidades colocando dois dedos em dispositivos especiais instalados em lojas.
A Lei Pousadas e Hotéis requer turistas estrangeiros para mostrar seus passaportes quando verificam em pousadas ou hotéis ryokan.
O governo pretende substituir a autenticação de impressão digital para esse requisito.
Um total de lojas de 300 souvenirs, restaurantes, hotéis e outros estabelecimentos vão participar na experiência. Eles estão localizados em áreas que são populares entre os turistas estrangeiros, como Hakone, Kamakura, Yugawara na Prefeitura de Kanagawa, e Atami na província de Shizuoka.
O governo planeja expandir gradualmente o experimento na próxima Primavera, para cobrir áreas, incluindo locais turísticos na região de Tohoku e distritos urbanos em Nagoya.
Ele espera para realizar o sistema em todo o país, incluindo Tóquio, em 2020.
Apresentando o sistema faz parte dos esforços do governo para aumentar o número anual de turistas estrangeiros para 40 milhões até 2020.
É também com o objetivo de demonstrar a tecnologia avançada do país por ter turistas usar o sistema quando visitar o Japão para os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de Tóquio.
Os dados a respeito de como e onde os turistas estrangeiros usam o sistema será gerido por um órgão consultivo liderado pelo governo, depois que os dados são convertidos para dados grandes anónimos.
Depois de analisar os movimentos dos turistas e seus hábitos de consumo, os dados deverá ser utilizado para elaborar políticas sobre as estratégias de turismo e de gestão para a indústria do turismo.
No entanto, há preocupações de que os turistas vão ser desconfortável sobre o fornecimento de informações pessoais, como impressões digitais.
O experimento examinará questões, incluindo como proteger sua gestão de privacidade e informações.
Tentativas de colocar sistemas similares em uso prático estão em andamento em um banco e um parque temático no Japão.
Em outubro do ano passado, o parque temático Huis Ten Bosch em Sasebo, Prefeitura de Nagasaki, introduzido a título experimental um sistema semelhante em que os visitantes podem fazer pagamentos com apenas suas impressões digitais em cerca de 30 lojas e restaurantes.
Um funcionário do parque temático disse: "O sistema tem sido bem recebido pelos clientes, incluindo aqueles com as crianças, uma vez que lhes poupa o trabalho de tomar suas carteiras para fora."
Até o final deste mês, no mínimo, com sede em Tóquio Aeon Banco irá tornar-se o primeiro banco no Japão para testar um sistema no qual os clientes serão capazes de retirar dinheiro de caixas automáticos usando apenas impressões digitais para identificação e omitindo o uso de dinheiro cartões.
"O sistema também é superior na área de segurança, como impedir as pessoas de se passar nossos clientes", um funcionário do banco disse. Speech


quarta-feira, 6 de abril de 2016

Entendendo as Gerações VETERANOS, BOOMERS, X e Y

Imediatistas e irreverentes, os representantes da Geração Y chegam ao mercado de trabalho para mostrar que falta de cerimônia pode ser excesso de competência

Estudante de marketing e estagiário da Shell há um ano e meio, o o paulistano Marco Doti, de 21 anos, se acha amigo do chefe, não adapta seu discurso para se dirigir aos superiores e é prova de que competência não depende de formalidades. ''Às vezes falo com meu chefe como falo com meus amigos. Ele não gosta muito, mas, se estou lá até hoje, acredito que ele admire outras qualidades em mim", diz. Apesar da irreverência, Doti já ganhou moral na empresa ao conseguir uma proeza: um estoque de brindes, cuja renovação da licença de uso do fornecedor custaria à Shell mais de R$ 20 mil, saiu de graça depois que o insistente estagiário propôs um acordo vantajoso para ambas as partes. "Todos diziam que eu não conseguiria.
Mas agendei a reunião e intimei meu chefe a ir comigo", afirma Doti, que também já foi designado a dar uma carona ao presidente da companhia. "Fui logo avisando que no meu carro eu não era funcionário dele, e durante o percurso, levamos um papo de igual para igual. Não sei por que as pessoas têm medo ser verdadeiras com os chefes."
A história traduz uma situação que acontece hoje nas empresas. Enquanto os chefes, boa parte da geração X (nascidos entre 1965 e 1977) e baby boomers (nascidos entre 1946 e 1977), aqueles que têm mais de 30 anos, espera uma atitude de certa reverência dos subordinados, quem está abaixo na hierarquia nem sempre associa cargo à autoridade. O respeito, para eles, está ligado ao talento e habilidades dos profissionais com quem trabalham. "As pessoas que eles admiram profissionalmente são quem eles tratam como 'chefe'. Não basta a autoridade do cargo. É necessário merecer por outras vias", explica o consultor Rolando Pellicia, do Hay Group, de gestão de pessoas, com sede em São Paulo. Uma pesquisa feita pela Companhia de Talentos, consultoria de São Paulo especializada em programas de trainees, mostrou que 29% dos jovens esperam que seu gestor seja um profissional em que as pessoas se espelhem.
Uma das características da turma que está chegando às empresas é que levam para o trabalho o comportamento a que estão acostumados na casa dos pais. Falam de igual para igual mesmo com os chefes, assim como falam com os pais e nem sempre têm dimensão das consequências de seus erros. "Como estão acostumados ao computador e internet, tendem a ver seus erros como algo não muito importante, exatamente como acontece no video game, em que podem reverter facilmente o que fizeram", diz o professor Moisés Balaciano. Muito menos para trabalhar por anos em uma grande empresa. "O medo que tínhamos dos chefes tem a ver com o medo de perder o emprego", diz Rolando. Como esses jovens não fazem tanta questão do emprego e enxergam outras maneiras de trabalhar, esse medo desapareceu e foi trocado pelo respeito a quem merece, na visão própria dessa geração.
Mas o fato é que as empresas precisam desses jovens. Ao mesmo tempo eles são inovadores, rápidos e atualizam a gestão com o que está acontecendo no mundo on line, só para citar algumas vantagens. "Não podemos abrir mão deles, mas temos que orientar para o trabalho para que se adequem ao ambiente", diz Arlete, gerente de Recursos Humanos da Wickbold. Por isso as empresas estão criando programas para lidar com esse encontro – e os conflitos que ele causa – de gerações. A IBM criou um serviço para atender as ansiedades dos pais dos jovens que fazem parte de seu quadro. Sim, os pais. Como moram ainda na casa onde cresceram, esses jovens carregam para a empresa algumas características do relacionamento familiar. "Um dos candidatos ao estágio trouxe a mãe junto para acompanhá-lo no dia da seleção. Os pais participam", diz Américo Figueiredo, diretor de RH da Nextel, de telefonia, em São Paulo.
Os gestores da Nextel, que tem 67% do quadro de funcionários na faixa etária que compreende a Geração Y, já perceberam que dar feedback a essa geração também precisa ser diferente. Se eles vêm vestidos com roupas ousadas demais para o ambiente de trabalho, uma queixa comum dos gestores, não adianta o diretor de RH mandar um email puxando a orelha. "Eles não darão a mínima. Vão deletar sem ler. Tem que pedir para a Gloria Khalil ou alguém que eles respeitem nessa área escrever isso, entende?", diz Americo. Na Nextel, todos os gerentes e diretores vêm sendo preparados para lidar com esses jovens.
O termo geração Facebook, criado por Gary Hammel, guru de gestão norte americano, tem a ver com o fato de que esses profissionais cresceram conectados às redes sociais, lugares democráticos e onde a resposta a questões ou atitudes é bem rápida. "Percebemos que os jovens entram na empresa procurando uma extensão desse ambiente", diz Elcio Trajano Jr., diretor de Recursos Humanos da Serasa, empresa de crédito com sede em São Paulo. Ou seja, querem rapidez nas movimentações de carreira, mas isso acaba passando um pouco de arrogância e impaciência aos chefes, que muitas vezes não estão acostumados", diz Elcio. Por conta disso, a Serasa criou um programa com 15 profissionais para dar aconselhamento e coach para gestores. E estão colocando seus jovens para liderar projetos. "Eles não se importam com o cargo, mas querem liderar e fazer coisas novas", diz Elcio.
No momento da liderança, no entanto, essa impaciência também aparece. "Eles não são muito bons no feedback porque não tem paciência para conversas longas. Falam na mesma linguagem do MSN", diz Rolando. Aliás, o acesso a essas maneiras de comunicação on line, como os programas de mensagens instantâneas, é algo que as empresas também vêm mudando. A IBM, que tem 40% de seus funcionários na faixa etária de até 29 anos, muitos em cargos de média-chefia, como supervisores, gerentes e analistas, liberou o uso de sites como Orkut, Twitter, Facebook, Youtube e MSN, durante o expediente. "Concluímos que essa geração precisa dessas ferramentas e busca a colaboração para o desenvolvimento e enriquecimento de seu trabalho lá. As redes de relacionamento estão, assim, liberadas para uso de trabalho", afirma o diretor de RH da IBM Brasil Osvaldo Nascimento, para quem as Geração Y e Facebook trazem muito mais vantagens do que desvantagens para os negócios da companhia. A IBM também faz questao de ser flexível com os horários, algo importante para essa turma que chegou há pouco. "Se o funcionário consegue cumprir seus objetivos e ainda tem tempo para conversar na internet, mérito dele. E se vão realizar seu trabalho de dia ou à noite, não importa, contanto que cumpram as metas", diz Nascimento.

Entendendo as gerações

A consultora Luciana Guedes Pinto, da Trajeto RH, explica que o comportamento de cada geração depende do momento socioeconômico e histórico em que ela se desenvolve. A mais experiente, e ainda na ativa, é chamada de Geração dos Veteranos, formada por pessoas hoje que têm entre 83 e 63 anos, aproximadamente, nascidas entre duas guerras mundiais e educada para valorizar o trabalho, obedecer hierarquias e não comprar nada que não possa pagar à vista – afinal, nunca se sabe o dia de amanhã. A turma entre os 63 e 43 anos forma a geração dos Boomers, sedenta ascensão profissional, fiel às organizações e crente no poder de mudar o mundo politicamente – principalmente as mulheres, que querem fazer valer os direitos conquistados depois de queimarem os sutiãs. Na sequência vem Geração X, que compreende a faixa etária entre os 43 e 31 anos, assim chamada por falta de denominação melhor.
Mais apática politicamente, refletindo a desilusão da geração anterior, ela busca um equilíbrio entre a vida profissional e pessoal e já não dá importância para tanta formalidade no ambiente de trabalho, mantendo a fidelidade aos seus ideais pessoais, e não aos da organização. E já não vê com bons olhos um currículo de 20 anos de trabalho para a mesma empresa. Já a Geração Y, de filhos superprotegidos e acostumados a terem o que querem para compensar a ausência dos pais workahoclics, exige esse equilíbrio entre o profissional e o pessoal, é agitada, inquieta e sabe como nenhuma outra lidar com a tecnologia. Por ter crescido com amplo acesso ao conhecimento (que outra geração pôde contar com a internet ou as centenas de canal de TV a cabo?), muitas vezes se passa por prepotente e petulante, mas é preciso admitir que esses jovens entre 31 e 8 anos de idade realmente têm muita a ensinar aos mais velhos.
VETERANOS
BOOMERS
GERAÇÃO X
GERAÇÃO Y
Nascidos entre
1922 e 1945
Nascidos entre
1945 e 1965
Nascidos entre
1965 e 1977
Nascidos entre
1977 e 2000
Cresceram entre duas guerras mundiais e foram educados para a disciplina rígida e o respeito às hierarquias. O amor à pátria é um valor absoluto.
Otimistas em relação a mudança do mundo político, viveram uma fase de engajamento contra ditaduras e poderes tiranos.
Céticos e politicamente apáticos, refletem as frustrações da geração anterior e assumem a posição de expectadores da cena política.
Otimistas
em relação ao futuro e comprometidos em mudar o mundo na esfera ecológica. Têm senso de justiça social e se engajam em voluntariados.
No trabalho, valorizam o comprometimento e a lealdade.
Workaholics, valorizam o status e o crescimento profissional. São políticos, formam alianças para atingirem seus objetivos.
Gostam da informalidade no trabalho e buscam o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal.
São extremamente informais, agitados, ansiosos e impacientes e imediatistas. Acompanham a velocidade da internet.
Como consumidores, evitam parcelamento e privilegiam as compras à vista. Investem de forma conservadora, sem riscos.
São responsáveis pelo estilo de vida que se tem hoje, de conquistas materiais, como casa, carro e acesso ao entretenimento.
Sentem-se a vontade
com a tecnologia e já têm gosto pelo consumo de equipamentos eletrônicos.
Tecnologia e diversidade são coisas naturais na vida. Usam todos os recursos do celular e precisam estar conectados.
Como funcionários, abem aguardar a hora certa para receberem a recompensa pelo trabalho.
Funcionários fiéis às organizações em que trabalham, fazem vínculo com a empresa.
Não se fidelizam às organizações, priorizam os interesses pessoais e não vêem com bons olhos um currículo de 20 anos numa mesma empresa.
A falta de cerimôonia com os pais leva à indiferença sobre autoridade. Admiram a competência real e não a hierarquia.
Acreditam na lógica e não na magia. Têm religião, mas sem superstição.
Necessitam de justificativas profundas e estruturadas para tomar  decisões.
Trabalham com entusiasmo quando possuem foco definido e têm necessidade de feedback.
Vivem com sobrecarga de informações, dificultando a correlação de conteúdos.