Gerson Eguchi vem fazendo pesquisas a respeito de saúde, principalmente Pressão Alta, Colesterol, Alergia, Artrite, comidas, receitas e limpeza de casa, com várias dicas interessantes.incluindo assuntos referentes a gastronomia, bem estar, músicas e informática
Cientistas brasileiros desenvolveram técnica que modifica conexões e abre caminhos para tratar AVC, Parkinson e até depressão
O Estado de S. Paulo
Roberta Jansen / RIO
O cérebro pode ser treinado para curar as doenças que o acometem. Cientistas brasileiros acabam de apresentar uma técnica de treinamento cerebral capaz de modificar as conexões neuronais em tempo recorde. O trabalho, publicado na Neuroimage, abre o caminho para novos tratamentos para o acidente vascular cerebral (AVC), a doença de Parkinson e até a depressão.
O cérebro se adapta a todo momento – um fenômeno conhecido como neuroplasticidade. Essas mudanças na forma como funciona e conecta suas diferentes áreas são as bases do aprendizado e da memória.
Entender melhor essas interações permite o avanço na compreensão do comportamento humano, das emoções e também das doenças que acometem o cérebro. “Tudo o que a gente é, faz, sente, todo o nosso comportamento é reflexo da maneira como o nosso cérebro funciona”, explica o neurocientista Theo Marins, um dos autores do estudo.
Algumas doenças, segundo o especialista, alteram esse funcionamento. E o cérebro passa a funcionar de maneira doente. “Ensinar” o cérebro a funcionar de maneira correta pode melhorar os sintomas de várias doenças.
Uma das ferramentas que vem sendo utilizadas para compreender melhor essas dinâmicas é o neurofeedback. Assim é chamado o treinamento do cérebro para modificar determinadas conexões. O estudo dos neurocientistas do Instituto IDOR de Ensino e Pesquisa e da UFRJ mostrou que o treinamento é capaz de induzir essas modificações em menos de uma hora.
Para fazer o trabalho, os cientistas contaram com 36 voluntários que se submeteram a exames de ressonância magnética. A atividade neuronal captada no exame é transformada em imagens apresentadas em computadores de acordo com a intensidade. Os voluntários acompanhavam as imagens em tempo real, aprendendo a controlar a própria atividade cerebral.
Enquanto 19 participantes receberam o treinamento real, outros 17 foram instruídos com falsa informação – o que funcionou como uma espécie de placebo. Antes e depois do treino, os pesquisadores registraram as imagens cerebrais que permitiam medir a comunicação (a conectividade funcional) e as conexões (a conectividade estrutural) entre as áreas cerebrais. O objetivo era observar como as redes neurais eram afetadas pelo neurofeedback.
Antes e depois. Ao comparar a arquitetura cerebral antes e depois do treinamento, os cientistas constataram que o corpo caloso (a principal ponte de comunicação entre os hemisférios esquerdo e direito) apresentou maior robustez estrutural. Além disso, a comunicação funcional entre as áreas também aumentou. Para os pesquisadores, é como se o todo o sistema tivesse se fortalecido.
“Sabíamos que o cérebro tem uma capacidade fantástica de modificação. Mas não tínhamos tanta certeza de que era possível observar isso tão rapidamente”, conta Marins.
Desta forma, o treinamento cerebral se revelou uma ferramenta poderosa para induzir a neuroplasticidade. Agora, os pesquisadores esperam utilizálo para promover as mudanças necessárias para recuperação da função motora em pacientes que sofreram um AVC, que foram diagnosticados com Parkinson e mesmo com depressão.
“O próximo passo será descobrir se pacientes que sofrem de desordens neurológicas também podem se beneficiar do neurofeedback, se ele é capaz de diminuir os sintomas dessas doenças”, disse a médica radiologista Fernanda Tovar Moll, presidente do IDOR. “Ainda falta muito para chegarmos a protocolos específicos. Quanto mais entendermos os mecanismos, mais terapias poderemos desenvolver.”
Sobre A TC - Terapia Cognitiva Ou TCC - Terapia Cognitivo-Comportamental
Dra. Ana Maria Martins Serra, PhD - Instituto de Terapia Cognitiva, São Paulo, SP
Terapia Cognitiva é um sistema de psicoterapia, proposto e desenvolvido pelo Dr. Aaron Beck e seus colaboradores, que integra um modelo cognitivo de psicopatologia e um conjunto de técnicas e estratégias terapêuticas baseadas diretamente nesse modelo.
Em meados da década de 1950, o Dr. Beck, Professor de Psiquiatria da Universidade da Pennsylvania em Philadelphia e um eminente Psicanalista, conduziu estudos empíricos para comprovar princípios psicanalíticos. A partir de seus estudos, propôs um modelo de depressão, que, evoluindo em seus aspectos teórico e aplicado, constitui-se em um novo sistema de psicoterapia, que ele denominou inicialmente de Terapia Cognitiva e que hoje é mais amplamente conhecida como Terapia Cognitivo-Comportamental.
A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) baseia-se na hipótese de vulnerabilidade cognitiva como um modelo de transtorno emocional. Seu princípio básico, que reflete uma postura construtivista, é de que nossas representações de eventos internos e externos, e não um evento em si, determinam nossas respostas emocionais e comportamentais. Nossas cognições ou interpretações, as quais refletem formas idiossincráticas de processar informação e representar o real, constituiriam a base dos transtornos emocionais, os quais seriam definidos, em TCC, mais propriamente como transtornos de processamento de informação.
Fundamentada no princípio básico da TCC e, em particular, na hipótese de primazia das cognições sobre as emoções e comportamentos, em TCC busca-se a reestruturação cognitiva, a partir de uma conceituação cognitiva do paciente e de seus problemas. Inicialmente, objetiva devolver ao paciente a flexibilidade cognitiva, através da intervenção sobre as suas cognições, a fim de promover mudanças nas emoções e comportamentos que as acompanham. Ao longo do processo terapêutico, no entanto, atua diretamente sobre o sistema de esquemas e crenças do paciente a fim de promover sua reestruturação. Em paralelo à reestruturação cognitiva, o terapeuta cognitivo utiliza ainda uma abordagem de resolução de problemas.
A TCC reflete aspectos interessantes em sua praxis. Baseia-se na noção de esquemas, construídos ao longo do desenvolvimento, cujo conjunto resume as percepções pelo indivíduo de regularidades do real com base em suas experiências históricas relevantes. Esquemas são definidos como superestruturas cognitivas que, em uma relação circular, organizam nossas experiências do real e são atualizados por elas, ao mesmo tempo em que guiam o foco de nossa atenção. TCC adota uma abordagem estruturada, mas apóia-se em uma relação colaborativa entre o terapeuta e o paciente, na qual ambos têm um papel ativo através do processo psicoterápico. Objetiva não apenas a resolução dos problemas imediatos do paciente, mas, através da reestruturação cognitiva, busca dotá-lo de um novo conjunto de técnicas e estratégias cognitivas para, a partir daí, processar e responder ao real de forma funcional, sendo o funcional definido como formas que concorrem para a realização de suas metas.
Características que a distinguem de outras formas de psicoterapia são o tempo curto e limitado e a eficácia comprovada através de estudos empíricos, em várias áreas de transtornos emocionais, como depressão, transtornos de ansiedade (transtorno de ansiedade generalizada, fobias, pânico, hipocondria, transtorno obsessivo-compulsivo), dependência química, transtornos alimentares, dificuldades interpessoais (terapia de casal e de família), transtornos psiquiátricos, etc., para adultos, crianças e adolescentes, nas modalidades individual e em grupo. Sua utilização no tratamento de psicoses apresenta resultados encorajadores. TCC ainda é indicada como coadjuvante no tratamento de transtornos orgânicos, e em intervenções nas áreas de educação, organizações e esportes.
Descubra qual tipo de terapia é a ideal para você
As terapias não são receitas de bolo. Mas diferentes tipos de personalidade podem se dar melhor com um tipo ou outro tipo de tratamento
Por Clarissa Barreto
access_time27 out 2015, 13h55
Você é mais extrovertido? Pode ser um candidato ao psicodrama. Quer ir a fundo nos seus problemas? Ou quer resolver só aquele medo incontrolável barata? Claro que as terapias não são receitas de bolo – e que nós não vamos determinar necessariamente qual é a sua. Mas diferentes tipos de personalidadepodem se dar melhor com um tipo ou outro.
1. Psicanálise
O que é – A terapia criada por Freud segue forte. O paciente deita no divã, de costas para o analista, e tem liberdade total para falar, sem filtros. O terapeuta propõe conexões entre o que é dito e os problemas que levaram a pessoa ao consultório. A meta é estimular que o próprio paciente tenha seus insights, ou seja, compreenda o que acontece e como pode modificar.
Para quem é indicada: Para quem tem problemas crônicos de personalidade ou ainda quem quer conhecer suas camadas mais profundas.
Duração: As sessões podem chegar a quatro por semana, durante muitos anos.
2. Jungiana
O que é – Os sonhos são a chave da terapia. É por meio deles que o analista ajuda o paciente a encontrar as respostas para o que o incomoda. Além dos sonhos, desenhos e a caixa de areia, com miniaturas, servem para montar cenários. O analisado não pode falar do que quiser: o terapeuta busca manter a conversa sempre em torno dos problemas que o levaram até ali.
Para quem é indicada: Quem busca autoconhecimento profundo.
Duração: Variável. Mas pode durar vários anos.
3. Lacaniana
O que é – É das clássicas, com divã e de longa duração. Sem pauta prévia. O analista pesca, durante as conversas, as piadas e os atos falhos, além de usar da interpretação dos sonhos para acessar o inconsciente. É lá que está a compreensão dos problemas.
Para quem é indicada – Funciona bem com quem quer acessar suas camadas mais profundas em busca de autoconhecimento. Não é indicada para quem vive em situações de urgência.
Duração – Varia, mas tende a ser demorada. Costuma durar vários anos. O tempo de cada sessão também varia, pode levar de 15 minutos a duas horas.
4. Cognitivo-Construtivista
O que é – Além de analisar o que você pensa e o que você faz, a terapia ainda avalia o papel do sistema nervoso central em problemas aparentemente apenas psicológicos.
Para quem é indicada – Especialmente para quem tem lesões ou outros danos cerebrais, como processos degenerativos. Também é útil para quem quer dar um upgrade no cérebro, como vestibulandos e concurseiros.
Duração – Depende do tipo de problema.
5. Analítico-Comportamental
O que é – Ligada ao behaviorismo, a terapia monitora e modifica as relações com o ambiente. Trabalha com reforços positivos para mudar os comportamentos que atrapalham a vida.
Para quem é indicada – Funciona bem para quem tem ansiedade, pânico, fobia social, depressão, dependência química e problemas de aprendizagem.
Duração – Até dez sessões de avaliação, sessões semanais de tratamento que podem durar de poucos meses há alguns anos, dependendo da gravidade, e três encontros de encerramento.
6. Cognitivo-Comportamental
O que é – Pretende modificar os pensamentos disfuncionais – aqueles que só atrapalham, como “eu não faço nada direito”. A ideia é mostrar que isso pode ser modificado, com muito treino e pensamentos funcionais, como “isso eu não fiz direito, mas acertei daquela outra vez”.
Para quem é indicada – É útil em problemas pontuais, que vão de obesidade a psicopatia.
Duração – Entre 20 e 30 sessões, dependendo do problema.
7. Gestalt-terapia
O que é – Para os gestaltistas, os pacientes devem ser analisados em relação ao meio em que vivem, amigos, família e trabalho, e suas atitudes nesse meio. O terapeuta ouve o cliente, mas presta atenção em gestos, postura, tom de voz e expressões faciais. A terapia é focada no presente.
Para quem é indicada – Sabe a sensação de estar estagnado, entediado? A gestalt-terapia acredita que isso é causado por uma relação pouco saudável com o ambiente que nos cerca.
Duração – De meses a anos, conforme a evolução do tratamento.
8. Psicodrama
O que é – Geralmente em grupo, a terapia faz com que você encene seus problemas. O grupo discute e avalia como cada um se sentiu no processo. A ideia é que externando as emoções, seja mais fácil enxergá-las.
Para quem é indicada – Até um tímido pode se beneficiar do psicodrama. É que não é obrigatório encenar. Você pode participar apenas como observador.
Duração – Variável.
9. EMDR
O que é – A terapia faz o paciente simular o movimento dos olhos durante o sono REM. A ideia é que, quando isso acontece, o cérebro consegue reconstruir o caminho das memórias ruins de eventos traumáticos, que são processados e superados.
Para quem é indicada – Vítimas de acidentes, violência sexual e outros traumas. Pessoas com problemas crônicos, como fobias, depressão e até obesidade, também podem se beneficiar do método.
Duração – Poucos meses.
Por que todo mundo deveria fazer terapia de vez em quando?
· julho 20, 2017
A terapia é uma boa ferramenta para poder analisar os nossos problemas a partir de outro ponto de vista. Os amigos podem nos dar conselhos, mas muitas vezes estes não são suficientes ou não são exatamente o que precisamos. É nesse momento que os psicólogos entram em cena. A sociedade está começando a admitir que a terapia não serve apenas para os loucos. Cada vez mais pessoas têm vontade de buscar na terapia uma contribuição que não conseguem encontrar em outro lugar.
Para pedir ajuda a um profissional da psicologia não é preciso estar louco nem fora de si. Pelo contrário, hoje em dia é bastante comum ir à terapia para melhorar e conhecer melhor o nosso interior. A terapia se transformou, para muitas pessoas, em um espaço onde é possível explorar suas luzes e suas sombras e aprender com elas. Não se trata de receber conselhos de alguém que não conhece você, mas de aprender a enxergar os seus problemas a partir de outra perspectiva.
Conceitos equivocados sobre a terapia
Muitas pessoas ainda continuam pensando que na terapia todo mundo se deita em um divã enquanto busca traumas na infância que podem explicar como a pessoa se sente agora. Outras acham que o terapeuta é uma pessoa que vai resolver os problemas do paciente sem que este tenha que fazer nenhum tipo de esforço. Também há aquelas pessoas que acreditam no oposto, que o terapeuta é um agente passivo na terapia, que se limita apenas a ouvir.
Essas ideias representam conceitos equivocados sobre como um psicólogo trabalha hoje em dia. A psicoterapia do divã se enquadra na psicanálise e nem todos os psicanalistas atualmente utilizam um divã. Nesse sentido, poderíamos dizer que, especialmente na Europa, a evolução da psicologia praticamente erradicou os divãs das consultas até transformá-los na exceção, não sendo mais a regra.
Os psicólogos não vão facilitar respostas, mas vão ajudar você a encontrá-las, inclusive alguns vão fazer perguntas que talvez você nunca se tenha feito e que podem (ou não) ser relevantes para o problema que você está enfrentando. Além disso, dependendo da situação, vão propor uma série de exercícios que podem ajudá-lo nessa tarefa. O mundo da terapia evoluiu muito e podemos encontrar correntes como a terapia cognitivo-comportamental, ou as terapias de terceira geração (mindfulness, terapia humanista, terapia sistêmica, etc.) que se utilizam do método cara a cara.
Por que é bom fazer terapia de vez em quando?
A terapia não é exclusivamente reservada para aquelas pessoas que têm transtornos mentais. É um bom recurso para todo mundo porque não somos invencíveis e, às vezes, precisamos de pontos de vista externos que possam nos enriquecer. Também não somos perfeitos, portanto, é provável que cometamos erros e não seria legal voltar a repeti-los.
“Frequentemente as pessoas dizem que ainda não encontraram a si mesmas. Mas o si mesmo não é algo que se encontra, e sim algo que se constrói”. -Thomas Szasz-
Ir ao psicólogo é um ato de necessidade para muitas pessoas. Para outras não há motivos para ser algo obrigatório, mas não deixa de ser benéfico para a saúde mental e emocional. Na vida passamos por situações, traumas e momentos difíceis com os quais não precisamos lidar sozinhos. A psicoterapia nesse sentido sempre está disponível como um recurso que pode ajudar.
7 razões pelas quais a terapia pode ajudar
É interessante analisar as diferentes razões pelas quais a terapia é um bom recurso para qualquer pessoa em momentos pontuais da vida, que não implicam necessariamente tristeza ou ansiedade. Vamos ver!
Alivia o sofrimento proporcionando novas perspectivas para ver o mundo
A terapia ensina estratégias para diminuir o mal-estar e a angústia.Além disso, não alivia apenas os sintomas, ela ajuda a entender como esses sintomas apareceram na sua vida e porque se mantêm. Por exemplo, não ajuda somente a diminuir a ansiedade, mas também a entender porque ela está presente nesse momento na sua vida. Dessa forma, você pode analisar a partir de outra perspectiva o que está acontecendo.
Protege sua saúde emocional para que você consiga entender melhor suas emoções
O processo terapêutico é um bom recurso para melhorar sua inteligência emocional. Ele se aprofunda na análise dos seus medos e das suas emoções reprimidas para trazê-los à tona e começar a expressá-los para, assim, não se configurarem mais como um problema. Por exemplo, se você sente medo de ficar sozinho, a terapia pode ajudar para que você compartilhe esse medo e comece a lidar de outra forma com a ajuda do psicólogo.
Convida a sair da sua zona de conforto
O que você já conhece nem sempre funciona. É por isso que uma boa terapia pode ajudar a explorar suas zonas desconhecidas e a lidar com a incerteza de uma forma mais tranquila. Por exemplo, imagine que você se sente mal por não ter amigos, mas não faz nada para mudar. Aprender a se abrir e a se expressar na terapia vai ser muito útil para, em seguida, tentar realizar novas atividades que vão proporcionar oportunidades de conhecer pessoas novas.
Ajuda a se distanciar dos problemas e enxergá-los de uma forma mais ampla
Quando estamos imersos nos nossos problemas, muitas vezes é difícil encontrar uma solução. Nesse sentido, o psicólogo pode ajudar você a ampliar seu leque de opções e, inclusive, a entender por que determinadas situações, por vezes positivas a partir de um raciocínio lógico, despertam rejeição. Por exemplo, se você tem um problema com um parente. Ao se colocar no lugar da pessoa, por meio de um “role-playing” na sessão, você vai conseguir entender melhor o conflito.
Permite conhecer melhor as diferentes partes de si mesmo
Nunca nos conhecemos completamente. Sempre há partes que podem ser exploradas e entendidas de uma forma melhor. Às vezes, temos maneiras de ser e de agir que podemos rejeitar de maneira consciente ou inconsciente. Por exemplo, em um processo de psicoterapia, você pode perceber quais partes de si mesmo você não aceita e começar a se reconciliar com elas.
Clareia a mente e permite ver o que é importante na sua vida
Frequentemente, nos ofuscamos tanto com o que está ruim, com o que não funciona, que nos esquecemos de valorizar o que realmente é importante na nossa vida, de aproveitar o nosso presente e os nossos afetos e pessoas queridas. Por exemplo, você pode estar tão envolvido no trabalho que se esquece do seu relacionamento com seu companheiro ou sua companheira. A terapia ajuda a relativizar seus problemas e dar valor ao que é importante.
Favorece o autoconhecimento e uma atitude compassiva
Entrar em um processo de autoconhecimento vai nos permitir tomar consciência de muitos pensamentos, emoções e atitudes das quais não tínhamos consciência. Por exemplo, às vezes nos tratamos mal e não percebemos. A terapia ajuda a: estimular a autocompaixão, ter mais paciência e ser mais compreensivo consigo mesmo.
Fortalece sua saúde mental prevenindo possíveis quedas emocionais
A terapia é um bom recurso para fortalecer a autoestima e recuperar a sintonia com nosso interior que costumamos perder no turbilhão do estresse diário. Na verdade, você já tem muitas ferramentas para enfrentar seus problemas, a terapia apenas vai ajudar a tomar consciência delas e a escolher qual é a mais adequada para cada momento.
Lembre-se de que é você quem escolhe seu destino e quem possui o leme para guiar o barco. Nesse sentido, você pode aprender a mantê-lo em rota ou navegar aproveitando o processo. Não tenha medo de pedir ajuda, não é algo que vai fazer você se tornar mais fraco. É exatamente o oposto.
Nunca é tarde para descobrir os benefícios da terapia e começar a aproveitar o dia a dia sem tanto peso nem dores de cabeça. A terapia funciona para todo mundo porque somos humanos, passamos por momentos difíceis na vida e não precisamos saber resolver tudo sozinhos. Compartilhar seu mal-estar e se beneficiar de um tratamento psicológico pode ser uma grande decisão, a longo prazo sua saúde mental vai agradecer.
A Bunge é uma empresa multinacional de agronegócio e alimentos. De origem holandesa, está presente no Brasil, onde é a principal empresa do ramo agro-alimentar e a maior exportadora do país.
Verticalmente integrada, a empresa tem como slogan "do campo à mesa". Comercializa e processa grãos como (soja, trigo e milho), produz alimentos (óleos, margarinas, maioneses, azeites, arroz, atomatados, farinhas e pré misturas para bolos), atua em serviços portuários e de logística e produz açúcar e bioenergia.
Hoje, no Brasil, a Bunge alimentos conta com mais de 20 mil empregados, trabalhando em cerca de 100 instalações, entre fábricas, usinas, moinhos, portos, centros de distribuição e silos, em 17 estados e no Distrito Federal.
É detentora de várias marcas, tais como Salada, Soya, All Day, Cardeal, Delícia, Primor, Etti, Salsaretti e Bunge Pro.
História da Bunge no mundo
A história da Bunge começa em 1818, quando foi fundada a Bunge & Co., em Amsterdã, Holanda, por um negociante de origem alemã, Johannpeter G. Bunge, para comercializar produtos importados das colônias holandesas e grãos. Alguns anos depois, a sede da empresa muda-se para Roterdã e são abertas subsidiárias em outros países europeus.
Em 1859, a convite do rei do recém-criado Reino da Bélgica, a Bunge transfere sua sede para Antuérpia, tornando-se o braço comercial da expansão internacional do novo Reino. Inicia negócios na Ásia e África, já sob o comando de Edouard Bunge, neto do fundador.
Em 1884, Ernest Bunge, irmão de Edouard, muda-se para a Argentina, onde, com outros sócios, cria uma empresa coligada com o nome de Bunge Y Born, com o objetivo de participar do mercado de exportação de grãos do país.
Hoje, a Bunge Limited é uma empresa global, com sede em White Plains, Nova York,líder do agronegócio e produtos alimentícios, com aproximadamente 35.000 funcionários em mais de 40 países.
História da Bunge no Brasil
Em 2014, a Bunge inaugura complexo portuário no Pará
No Brasil, a trajetória da empresa tem início em 1905, quando ela começa a participar minoritariamente do capital da S.A. Moinho Santista Indústrias Gerais, empresa de compra e moagem de trigo de Santos (SP - Brasil). É o início de uma rápida expansão no País com a aquisição de diversas empresas nos ramos de alimentação e agronegócio.
Alguns anos depois, 1923, a Bunge compra a empresa Cavalcanti & Cia., em Recife (PE- Brasil), que resultou na formação da Sanbra, posteriormente denominada Santista Alimentos. Em 1938, ela passa a comercializar fertilizantes, com a constituição da Serrana S.A. de Mineração. Para aumentar sua participação neste mercado, em 1997, ela compra a IAP, tradicional empresa do ramo no país. Nos anos seguintes, outras duas grandes empresas de fertilizantes são incorporadas à Bunge: a Ouro Verde e a Manah. Para a área de alimentos, 1997 também foi um ano importante, marcado pela aquisição da líder no processamento de soja e produção de farelo e óleos, Ceval Alimentos.
Em 2007, a empresa adquire sua primeira usina de cana-de-açúcar em Santa Juliana, MG. Um ano depois assume o controle da Usina Monteverde em Ponta Porã, MS, e inicia a construção de uma terceira usina em Pedro Afonso, TO. Em 2010, a empresa unifica suas atividades sob o comando do ex-ministro Pedro Parente, vende a sua área de mineração de nutrientes para fertilizantes para a Vale e adquire a Moema Par, holding com cinco usinas de cana-de-açúcar, localizadas em São Paulo e Minas Gerais. Em 2013, a Bunge vende as fábricas e operação de distribuição de Fertilizantes no Brasil para a Yara Internacional ASA .
Em 2014, Pedro Parente anuncia a sua aposentadoria da empresa sendo substituído por Raul Padilla como Presidente e CEO da Bunge Brasil. Em 2014, a Bunge inaugura o complexo portuário Miritituba - Barcarena, que envolve a Estação de Transbordo, em Miritituba, e o Terminal Portuário Fronteira Norte (Terfron), localizado em Barcarena, ambos no Pará.
Alimentos - Marcas Bunge
All Day
Cajamar
Cardeal
Delícia
Etti
Primor
Salada
Salsaretti
Soya
Panificação, confeitaria e refeição
No mercado food service, a Bunge trabalha com produtos derivados de trigo (farinhas, reforçadores e misturas para pães bolos e panetone), derivados de soja (óleos, margarinas, maioneses, gorduras, cremes), azeites, arroz e atomatados. As principais marcas da linha profissional Bunge Pro para esse segmento são:
Suprema Soberana
Pré-Mescla
Bentamix
Gradina
Ricca
Cukin
Primor
Etti
Soya
Cardeal
Sustentabilidade
A Bunge busca o desempenho econômico respeitando o meio ambiente e responsabilidade social. É regida pela política de sustentabilidade, política de meio ambiente e política de biodiversidade, entre outras, que direcionam todos os negócios da empresa. A gestão é a única do setor com reconhecimento por 5 anos (2009, 2010, 2011, 2012 e 2013) no Guia Exame de Sustentabilidade. Também, foi premiada pela Época (revista) - Mudanças Climáticas e Época - Empresas-Verde , além de já ter sido apontada como Top 10 em sustentabilidade no Brasil pela FBDS / SustainAbility.
Soya Recicla contribui com a sustentabilidade nos lares brasileiros
A gestão baseia-se no controle de riscos e oportunidades de negócio para a empresa. Dentro deste conceito, realiza consulta de stakeholders regularmente, sendo a única do setor a publicar o relatório de sustentabilidade , padrão GRI A+ já por 5 anos consecutivos.
A Bunge estabeleceu uma plataforma de sustentabilidade na condução de suas atividades, que compreende:
Agricultura Sustentável (promoção de melhores práticas agrícolas e garantia de suprimento sem restrições ambientais e sociais, como devido à Moratória da Soja e Trabalho Análogo ao Escravo. Ainda, rege as certificações de reconhecimento no mercado, como a Bonsucro ®, que já certificou 3 usinas da Bunge;
Mudanças climáticas (com metas de redução de emissões e promoção de projetos no mercado de carbono, como o novo projeto da Florestal Santa Maria, que gera 1 milhão de toneladas anuais de carbono retido);
Dietas Saudáveis (com parcerias como a IPAS e gestão em linha com o suplemento especial do GRI);
Redução de resíduos (com metas de redução e promoção de reciclagem de resíduos. Nesse aspecto, a parceria com o Instituto Triangulo permite que cerca de 1.100 pontos de entrega voluntária de óleo de cozinha usado possam ser reciclados para biodiesel e sabão. Desde 2006, mais de 1 milhão de quilos foram recicladas pelo programa Soya Recicla
Fundação Bunge
Em comemoração aos 50 anos de atuação no Brasil, foi instituída, em 1955, a Fundação Moinho Santista, atual Fundação Bunge , com o objetivo de incentivar as Ciências, Letras e Artes. Hoje, a Fundação Bunge tem como missão contribuir para o desenvolvimento da cidadania, por meio de ações de valorização da educação e do conhecimento.
Fundação Bunge é a entidade social da Bunge, criada em 1955
A Fundação Bunge possui três linhas de atuação:
Socioambiental: programas que visam estreitar a relação entre o homem e o seu ambiente natural, social, econômico e cultural, seja através de uma educação sustentável, seja através da formação profissional voltada à sustentabilidade. Nesta área de atuação estão o Comunidade Educativa e o Comunidade Integrada.
Incentivo à Excelência e ao Conhecimento Sustentável: prêmios e projetos que estimulam novos agentes de transformação, a partir do exemplo e da troca de conhecimento, como o Prêmio Fundação Bunge e Apoio a Estudos e Pesquisas.
Preservação da Memória: contém o Centro de Memória Bunge. Representa o valor do passado para a renovação do presente.
Valorizar o passado na construção de um novo aprendizado
Criado em 1994, O Centro de Memória Bunge é um dos mais completos acervos de memória empresarial do país, com materiais diversos como documentos cartográficos, iconográficos, filmográficos e textuais, entre outros, de mais de 100 anos de memória da Bunge no Brasil. Para facilitar o acesso ao público e compartilhar o aprendizado construído, o Centro de Memória Bunge disponibiliza seu acervo online e atende gratuitamente a pesquisas.
OBJETIVOS
Guarda e preservação da memória;
Disseminação do conhecimento;
Utilização de seu acervo para tomadas estratégicas de gestão por parte da Bunge.
ATIVIDADES
Atendimento a pesquisas
Exposições temáticas
Processamento técnico
Jornadas Culturais
Oficinas de preservação
Visitas Técnicas
Integração de novos colaboradores Bunge
Jornadas Culturais
As Jornadas Culturais sintetizam uma ação essencialmente educativa e cultural cujo objetivo é conscientizar sobre a importância da preservação de acervos históricos e patrimoniais. A ação, criada em 2004, oferece palestras/oficinas, gratuitas, que acontecem em diversas regiões do país, ministradas por especialistas com ampla atuação em suas áreas. Desde sua criação já foram realizados 77 encontros, que reuniram 6.046 pessoas.
Rua Diogo Moreira, 184 - 5º andar - Pinheiros - CEP 05423-010 - São Paulo, SP Tel.: (11) 3914-0846