segunda-feira, 15 de abril de 2019

Sobre A TC - Terapia Cognitiva Ou TCC - Terapia Cognitivo-Comportamental

Sobre A TC - Terapia Cognitiva Ou TCC - Terapia Cognitivo-Comportamental

Dra. Ana Maria Martins Serra, PhD - Instituto de Terapia Cognitiva, São Paulo, SP

Terapia Cognitiva é um sistema de psicoterapia, proposto e desenvolvido pelo Dr. Aaron Beck e seus colaboradores, que integra um modelo cognitivo de psicopatologia e um conjunto de técnicas e estratégias terapêuticas baseadas diretamente nesse modelo.
Em meados da década de 1950, o Dr. Beck, Professor de Psiquiatria da Universidade da Pennsylvania em Philadelphia e um eminente Psicanalista, conduziu estudos empíricos para comprovar princípios psicanalíticos. A partir de seus estudos, propôs um modelo de depressão, que, evoluindo em seus aspectos teórico e aplicado, constitui-se em um novo sistema de psicoterapia, que ele denominou inicialmente de Terapia Cognitiva e que hoje é mais amplamente conhecida como Terapia Cognitivo-Comportamental.
A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) baseia-se na hipótese de vulnerabilidade cognitiva como um modelo de transtorno emocional. Seu princípio básico, que reflete uma postura construtivista, é de que nossas representações de eventos internos e externos, e não um evento em si, determinam nossas respostas emocionais e comportamentais. Nossas cognições ou interpretações, as quais refletem formas idiossincráticas de processar informação e representar o real, constituiriam a base dos transtornos emocionais, os quais seriam definidos, em TCC, mais propriamente como transtornos de processamento de informação.
Fundamentada no princípio básico da TCC e, em particular, na hipótese de primazia das cognições sobre as emoções e comportamentos, em TCC busca-se a reestruturação cognitiva, a partir de uma conceituação cognitiva do paciente e de seus problemas. Inicialmente, objetiva devolver ao paciente a flexibilidade cognitiva, através da intervenção sobre as suas cognições, a fim de promover mudanças nas emoções e comportamentos que as acompanham. Ao longo do processo terapêutico, no entanto, atua diretamente sobre o sistema de esquemas e crenças do paciente a fim de promover sua reestruturação. Em paralelo à reestruturação cognitiva, o terapeuta cognitivo utiliza ainda uma abordagem de resolução de problemas.
A TCC reflete aspectos interessantes em sua praxis. Baseia-se na noção de esquemas, construídos ao longo do desenvolvimento, cujo conjunto resume as percepções pelo indivíduo de regularidades do real com base em suas experiências históricas relevantes. Esquemas são definidos como superestruturas cognitivas que, em uma relação circular, organizam nossas experiências do real e são atualizados por elas, ao mesmo tempo em que guiam o foco de nossa atenção. TCC adota uma abordagem estruturada, mas apóia-se em uma relação colaborativa entre o terapeuta e o paciente, na qual ambos têm um papel ativo através do processo psicoterápico. Objetiva não apenas a resolução dos problemas imediatos do paciente, mas, através da reestruturação cognitiva, busca dotá-lo de um novo conjunto de técnicas e estratégias cognitivas para, a partir daí, processar e responder ao real de forma funcional, sendo o funcional definido como formas que concorrem para a realização de suas metas.
Características que a distinguem de outras formas de psicoterapia são o tempo curto e limitado e a eficácia comprovada através de estudos empíricos, em várias áreas de transtornos emocionais, como depressão, transtornos de ansiedade (transtorno de ansiedade generalizada, fobias, pânico, hipocondria, transtorno obsessivo-compulsivo), dependência química, transtornos alimentares, dificuldades interpessoais (terapia de casal e de família), transtornos psiquiátricos, etc., para adultos, crianças e adolescentes, nas modalidades individual e em grupo. Sua utilização no tratamento de psicoses apresenta resultados encorajadores. TCC ainda é indicada como coadjuvante no tratamento de transtornos orgânicos, e em intervenções nas áreas de educação, organizações e esportes.

Descubra qual tipo de terapia é a ideal para você

As terapias não são receitas de bolo. Mas diferentes tipos de personalidade podem se dar melhor com um tipo ou outro tipo de tratamento



Você é mais extrovertido? Pode ser um candidato ao psicodrama. Quer ir a fundo nos seus problemas? Ou quer resolver só aquele medo incontrolável barata? Claro que as terapias não são receitas de bolo – e que nós não vamos determinar necessariamente qual é a sua. Mas diferentes tipos de personalidadepodem se dar melhor com um tipo ou outro.
1. Psicanálise
O que é – A terapia criada por Freud segue forte. O paciente deita no divã, de costas para o analista, e tem liberdade total para falar, sem filtros. O terapeuta propõe conexões entre o que é dito e os problemas que levaram a pessoa ao consultório. A meta é estimular que o próprio paciente tenha seus insights, ou seja, compreenda o que acontece e como pode modificar.
Para quem é indicada: Para quem tem problemas crônicos de personalidade ou ainda quem quer conhecer suas camadas mais profundas.
Duração: As sessões podem chegar a quatro por semana, durante muitos anos.
2. Jungiana
O que é – Os sonhos são a chave da terapia. É por meio deles que o analista ajuda o paciente a encontrar as respostas para o que o incomoda. Além dos sonhos, desenhos e a caixa de areia, com miniaturas, servem para montar cenários. O analisado não pode falar do que quiser: o terapeuta busca manter a conversa sempre em torno dos problemas que o levaram até ali.
Para quem é indicada: Quem busca autoconhecimento profundo.
Duração: Variável. Mas pode durar vários anos.
3. Lacaniana
O que é – É das clássicas, com divã e de longa duração. Sem pauta prévia. O analista pesca, durante as conversas, as piadas e os atos falhos, além de usar da interpretação dos sonhos para acessar o inconsciente. É lá que está a compreensão dos problemas.
Para quem é indicada – Funciona bem com quem quer acessar suas camadas mais profundas em busca de autoconhecimento. Não é indicada para quem vive em situações de urgência.
Duração – Varia, mas tende a ser demorada. Costuma durar vários anos. O tempo de cada sessão também varia, pode levar de 15 minutos a duas horas.
4. Cognitivo-Construtivista
O que é – Além de analisar o que você pensa e o que você faz, a terapia ainda avalia o papel do sistema nervoso central em problemas aparentemente apenas psicológicos.
Para quem é indicada – Especialmente para quem tem lesões ou outros danos cerebrais, como processos degenerativos. Também é útil para quem quer dar um upgrade no cérebro, como vestibulandos e concurseiros.
Duração – Depende do tipo de problema.
5. Analítico-Comportamental
O que é – Ligada ao behaviorismo, a terapia monitora e modifica as relações com o ambiente. Trabalha com reforços positivos para mudar os comportamentos que atrapalham a vida.
Para quem é indicada – Funciona bem para quem tem ansiedade, pânico, fobia social, depressão, dependência química e problemas de aprendizagem.
Duração – Até dez sessões de avaliação, sessões semanais de tratamento que podem durar de poucos meses há alguns anos, dependendo da gravidade, e três encontros de encerramento.
6. Cognitivo-Comportamental
O que é – Pretende modificar os pensamentos disfuncionais – aqueles que só atrapalham, como “eu não faço nada direito”. A ideia é mostrar que isso pode ser modificado, com muito treino e pensamentos funcionais, como “isso eu não fiz direito, mas acertei daquela outra vez”.
Para quem é indicada – É útil em problemas pontuais, que vão de obesidade a psicopatia.
Duração – Entre 20 e 30 sessões, dependendo do problema.
7. Gestalt-terapia
O que é – Para os gestaltistas, os pacientes devem ser analisados em relação ao meio em que vivem, amigos, família e trabalho, e suas atitudes nesse meio. O terapeuta ouve o cliente, mas presta atenção em gestos, postura, tom de voz e expressões faciais. A terapia é focada no presente.
Para quem é indicada – Sabe a sensação de estar estagnado, entediado? A gestalt-terapia acredita que isso é causado por uma relação pouco saudável com o ambiente que nos cerca.
Duração – De meses a anos, conforme a evolução do tratamento.
8. Psicodrama
O que é – Geralmente em grupo, a terapia faz com que você encene seus problemas. O grupo discute e avalia como cada um se sentiu no processo. A ideia é que externando as emoções, seja mais fácil enxergá-las.
Para quem é indicada – Até um tímido pode se beneficiar do psicodrama. É que não é obrigatório encenar. Você pode participar apenas como observador.
Duração – Variável.
9. EMDR
O que é – A terapia faz o paciente simular o movimento dos olhos durante o sono REM. A ideia é que, quando isso acontece, o cérebro consegue reconstruir o caminho das memórias ruins de eventos traumáticos, que são processados e superados.
Para quem é indicada – Vítimas de acidentes, violência sexual e outros traumas. Pessoas com problemas crônicos, como fobias, depressão e até obesidade, também podem se beneficiar do método.
Duração – Poucos meses.

Por que todo mundo deveria fazer terapia de vez em quando?

·  julho 20, 2017
A terapia é uma boa ferramenta para poder analisar os nossos problemas a partir de outro ponto de vista. Os amigos podem nos dar conselhos, mas muitas vezes estes não são suficientes ou não são exatamente o que precisamos. É nesse momento que os psicólogos entram em cena. A sociedade está começando a admitir que a terapia não serve apenas para os loucos. Cada vez mais pessoas têm vontade de buscar na terapia uma contribuição que não conseguem encontrar em outro lugar.
Para pedir ajuda a um profissional da psicologia não é preciso estar louco nem fora de si. Pelo contrário, hoje em dia é bastante comum ir à terapia para melhorar e conhecer melhor o nosso interior. A terapia se transformou, para muitas pessoas, em um espaço onde é possível explorar suas luzes e suas sombras e aprender com elas. Não se trata de receber conselhos de alguém que não conhece você, mas de aprender a enxergar os seus problemas a partir de outra perspectiva.

Conceitos equivocados sobre a terapia

Muitas pessoas ainda continuam pensando que na terapia todo mundo se deita em um divã enquanto busca traumas na infância que podem explicar como a pessoa se sente agora. Outras acham que o terapeuta é uma pessoa que vai resolver os problemas do paciente sem que este tenha que fazer nenhum tipo de esforço. Também há aquelas pessoas que acreditam no oposto, que o terapeuta é um agente passivo na terapia, que se limita apenas a ouvir.
Essas ideias representam conceitos equivocados sobre como um psicólogo trabalha hoje em dia. A psicoterapia do divã se enquadra na psicanálise e nem todos os psicanalistas atualmente utilizam um divã. Nesse sentido, poderíamos dizer que, especialmente na Europa, a evolução da psicologia praticamente erradicou os divãs das consultas até transformá-los na exceção, não sendo mais a regra.
Os enigmas da mente
Os psicólogos não vão facilitar respostas, mas vão ajudar você a encontrá-las, inclusive alguns vão fazer perguntas que talvez você nunca se tenha feito e que podem (ou não) ser relevantes para o problema que você está enfrentando. Além disso, dependendo da situação, vão propor uma série de exercícios que podem ajudá-lo nessa tarefa. O mundo da terapia evoluiu muito e podemos encontrar correntes como a terapia cognitivo-comportamental, ou as terapias de terceira geração (mindfulness, terapia humanista, terapia sistêmica, etc.) que se utilizam do método cara a cara.

Por que é bom fazer terapia de vez em quando?

A terapia não é exclusivamente reservada para aquelas pessoas que têm transtornos mentais. É um bom recurso para todo mundo porque não somos invencíveis e, às vezes, precisamos de pontos de vista externos que possam nos enriquecer. Também não somos perfeitos, portanto, é provável que cometamos erros e não seria legal voltar a repeti-los.
“Frequentemente as pessoas dizem que ainda não encontraram a si mesmas. Mas o si mesmo não é algo que se encontra, e sim algo que se constrói”.
-Thomas Szasz-
Ir ao psicólogo é um ato de necessidade para muitas pessoas. Para outras não há motivos para ser algo obrigatório, mas não deixa de ser benéfico para a saúde mental e emocional. Na vida passamos por situações, traumas e momentos difíceis com os quais não precisamos lidar sozinhos. A psicoterapia nesse sentido sempre está disponível como um recurso que pode ajudar.

7 razões pelas quais a terapia pode ajudar

É interessante analisar as diferentes razões pelas quais a terapia é um bom recurso para qualquer pessoa em momentos pontuais da vida, que não implicam necessariamente tristeza ou ansiedade. Vamos ver!

Alivia o sofrimento proporcionando novas perspectivas para ver o mundo

A terapia ensina estratégias para diminuir o mal-estar e a angústia.Além disso, não alivia apenas os sintomas, ela ajuda a entender como esses sintomas apareceram na sua vida e porque se mantêm. Por exemplo, não ajuda somente a diminuir a ansiedade, mas também a entender porque ela está presente nesse momento na sua vida. Dessa forma, você pode analisar a partir de outra perspectiva o que está acontecendo.

Protege sua saúde emocional para que você consiga entender melhor suas emoções

O processo terapêutico é um bom recurso para melhorar sua inteligência emocional. Ele se aprofunda na análise dos seus medos e das suas emoções reprimidas para trazê-los à tona e começar a expressá-los para, assim, não se configurarem mais como um problema. Por exemplo, se você sente medo de ficar sozinho, a terapia pode ajudar para que você compartilhe esse medo e comece a lidar de outra forma com a ajuda do psicólogo.

Convida a sair da sua zona de conforto

O que você já conhece nem sempre funciona. É por isso que uma boa terapia pode ajudar a explorar suas zonas desconhecidas e a lidar com a incerteza de uma forma mais tranquila. Por exemplo, imagine que você se sente mal por não ter amigos, mas não faz nada para mudar. Aprender a se abrir e a se expressar na terapia vai ser muito útil para, em seguida, tentar realizar novas atividades que vão proporcionar oportunidades de conhecer pessoas novas.
Fazer terapia

Ajuda a se distanciar dos problemas e enxergá-los de uma forma mais ampla

Quando estamos imersos nos nossos problemas, muitas vezes é difícil encontrar uma solução. Nesse sentido, o psicólogo pode ajudar você a ampliar seu leque de opções e, inclusive, a entender por que determinadas situações, por vezes positivas a partir de um raciocínio lógico, despertam rejeição. Por exemplo, se você tem um problema com um parente. Ao se colocar no lugar da pessoa, por meio de um “role-playing” na sessão, você vai conseguir entender melhor o conflito.

Permite conhecer melhor as diferentes partes de si mesmo

Nunca nos conhecemos completamente. Sempre há partes que podem ser exploradas e entendidas de uma forma melhor. Às vezes, temos maneiras de ser e de agir que podemos rejeitar de maneira consciente ou inconsciente. Por exemplo, em um processo de psicoterapia, você pode perceber quais partes de si mesmo você não aceita e começar a se reconciliar com elas.

Clareia a mente e permite ver o que é importante na sua vida

Frequentemente, nos ofuscamos tanto com o que está ruim, com o que não funciona, que nos esquecemos de valorizar o que realmente é importante na nossa vida, de aproveitar o nosso presente e os nossos afetos e pessoas queridas. Por exemplo, você pode estar tão envolvido no trabalho que se esquece do seu relacionamento com seu companheiro ou sua companheira. A terapia ajuda a relativizar seus problemas e dar valor ao que é importante.

Favorece o autoconhecimento e uma atitude compassiva

Entrar em um processo de autoconhecimento vai nos permitir tomar consciência de muitos pensamentos, emoções e atitudes das quais não tínhamos consciência. Por exemplo, às vezes nos tratamos mal e não percebemos. A terapia ajuda a: estimular a autocompaixão, ter mais paciência e ser mais compreensivo consigo mesmo.

Fortalece sua saúde mental prevenindo possíveis quedas emocionais

A terapia é um bom recurso para fortalecer a autoestima e recuperar a sintonia com nosso interior que costumamos perder no turbilhão do estresse diário. Na verdade, você já tem muitas ferramentas para enfrentar seus problemas, a terapia apenas vai ajudar a tomar consciência delas e a escolher qual é a mais adequada para cada momento.
Fazer terapia para entender a mente
Lembre-se de que é você quem escolhe seu destino e quem possui o leme para guiar o barco. Nesse sentido, você pode aprender a mantê-lo em rota ou navegar aproveitando o processo. Não tenha medo de pedir ajuda, não é algo que vai fazer você se tornar mais fraco. É exatamente o oposto.
Nunca é tarde para descobrir os benefícios da terapia e começar a aproveitar o dia a dia sem tanto peso nem dores de cabeça. A terapia funciona para todo mundo porque somos humanos, passamos por momentos difíceis na vida e não precisamos saber resolver tudo sozinhos. Compartilhar seu mal-estar e se beneficiar de um tratamento psicológico pode ser uma grande decisão, a longo prazo sua saúde mental vai agradecer.

terça-feira, 9 de abril de 2019

Bunge - Centro de Memória Bunge

Bunge


Bunge é uma empresa multinacional de agronegócio e alimentos. De origem holandesa, está presente no Brasil, onde é a principal empresa do ramo agro-alimentar e a maior exportadora do país.
Verticalmente integrada, a empresa tem como slogan "do campo à mesa". Comercializa e processa grãos como (sojatrigo e milho), produz alimentos (óleos, margarinas, maioneses, azeites, arroz, atomatados, farinhas e pré misturas para bolos), atua em serviços portuários e de logística e produz açúcar e bioenergia.


Hoje, no Brasil, a Bunge alimentos conta com mais de 20 mil empregados, trabalhando em cerca de 100 instalações, entre fábricas, usinas, moinhos, portos, centros de distribuição e silos, em 17 estados e no Distrito Federal

É detentora de várias marcas, tais como Salada, Soya, All Day, Cardeal, Delícia, Primor, Etti, Salsaretti e Bunge Pro.

História da Bunge no mundo
A história da Bunge começa em 1818, quando foi fundada a Bunge & Co., em AmsterdãHolanda, por um negociante de origem alemã, Johannpeter G. Bunge, para comercializar produtos importados das colônias holandesas e grãos. Alguns anos depois, a sede da empresa muda-se para Roterdã e são abertas subsidiárias em outros países europeus.
Em 1859, a convite do rei do recém-criado Reino da Bélgica, a Bunge transfere sua sede para Antuérpia, tornando-se o braço comercial da expansão internacional do novo Reino. Inicia negócios na Ásia e África, já sob o comando de Edouard Bunge, neto do fundador.
Em 1884, Ernest Bunge, irmão de Edouard, muda-se para a Argentina, onde, com outros sócios, cria uma empresa coligada com o nome de Bunge Y Born, com o objetivo de participar do mercado de exportação de grãos do país.
Hoje, a Bunge Limited é uma empresa global, com sede em White PlainsNova York,líder do agronegócio e produtos alimentícios, com aproximadamente 35.000 funcionários em mais de 40 países.
História da Bunge no Brasil

                        Em 2014, a Bunge inaugura complexo portuário no Pará

No Brasil, a trajetória da empresa tem início em 1905, quando ela começa a participar minoritariamente do capital da S.A. Moinho Santista Indústrias Gerais, empresa de compra e moagem de trigo de Santos (SP - Brasil). É o início de uma rápida expansão no País com a aquisição de diversas empresas nos ramos de alimentação e agronegócio.
Alguns anos depois, 1923, a Bunge compra a empresa Cavalcanti & Cia., em Recife (PE- Brasil), que resultou na formação da Sanbra, posteriormente denominada Santista Alimentos. Em 1938, ela passa a comercializar fertilizantes, com a constituição da Serrana S.A. de Mineração. Para aumentar sua participação neste mercado, em 1997, ela compra a IAP, tradicional empresa do ramo no país. Nos anos seguintes, outras duas grandes empresas de fertilizantes são incorporadas à Bunge: a Ouro Verde e a Manah. Para a área de alimentos, 1997 também foi um ano importante, marcado pela aquisição da líder no processamento de soja e produção de farelo e óleos, Ceval Alimentos.
Em 2007, a empresa adquire sua primeira usina de cana-de-açúcar em Santa Juliana, MG. Um ano depois assume o controle da Usina Monteverde em Ponta Porã, MS, e inicia a construção de uma terceira usina em Pedro Afonso, TO. Em 2010, a empresa unifica suas atividades sob o comando do ex-ministro Pedro Parente, vende a sua área de mineração de nutrientes para fertilizantes para a Vale e adquire a Moema Par, holding com cinco usinas de cana-de-açúcar, localizadas em São Paulo e Minas Gerais. Em 2013, a Bunge vende as fábricas e operação de distribuição de Fertilizantes no Brasil para a Yara Internacional ASA .
Em 2014, Pedro Parente anuncia a sua aposentadoria da empresa  sendo substituído por Raul Padilla como Presidente e CEO da Bunge Brasil. Em 2014, a Bunge inaugura o complexo portuário Miritituba - Barcarena, que envolve a Estação de Transbordo, em Miritituba, e o Terminal Portuário Fronteira Norte (Terfron), localizado em Barcarena, ambos no Pará.

Alimentos - Marcas Bunge

  • All Day
  • Cajamar
  • Cardeal
  • Delícia
  • Etti
  • Primor
  • Salada
  • Salsaretti
  • Soya

Panificação, confeitaria e refeição

No mercado food service, a Bunge trabalha com produtos derivados de trigo (farinhas, reforçadores e misturas para pães bolos e panetone), derivados de soja (óleos, margarinas, maioneses, gorduras, cremes), azeites, arroz e atomatados. As principais marcas da linha profissional Bunge Pro para esse segmento são:
  • Suprema Soberana
  • Pré-Mescla
  • Bentamix
  • Gradina
  • Ricca
  • Cukin
  • Primor
  • Etti
  • Soya
  • Cardeal

Sustentabilidade

A Bunge busca o desempenho econômico respeitando o meio ambiente e responsabilidade social. É regida pela política de sustentabilidade, política de meio ambiente e política de biodiversidade, entre outras, que direcionam todos os negócios da empresa. A gestão é a única do setor com reconhecimento por 5 anos (2009, 2010, 2011, 2012 e 2013) no Guia Exame de Sustentabilidade. Também, foi premiada pela Época (revista) - Mudanças Climáticas e Época - Empresas-Verde , além de já ter sido apontada como Top 10 em sustentabilidade no Brasil pela FBDS / SustainAbility.
Soya Recicla contribui com a sustentabilidade nos lares brasileiros
A gestão baseia-se no controle de riscos e oportunidades de negócio para a empresa. Dentro deste conceito, realiza consulta de stakeholders regularmente, sendo a única do setor a publicar o relatório de sustentabilidade , padrão GRI A+ já por 5 anos consecutivos.
A Bunge estabeleceu uma plataforma de sustentabilidade na condução de suas atividades, que compreende:
  • Agricultura Sustentável (promoção de melhores práticas agrícolas e garantia de suprimento sem restrições ambientais e sociais, como devido à Moratória da Soja e Trabalho Análogo ao Escravo. Ainda, rege as certificações de reconhecimento no mercado, como a Bonsucro ®, que já certificou 3 usinas da Bunge;
  • Mudanças climáticas (com metas de redução de emissões e promoção de projetos no mercado de carbono, como o novo projeto da Florestal Santa Maria, que gera 1 milhão de toneladas anuais de carbono retido);
  • Dietas Saudáveis (com parcerias como a IPAS e gestão em linha com o suplemento especial do GRI);
  • Redução de resíduos (com metas de redução e promoção de reciclagem de resíduos. Nesse aspecto, a parceria com o Instituto Triangulo permite que cerca de 1.100 pontos de entrega voluntária de óleo de cozinha usado possam ser reciclados para biodiesel e sabão. Desde 2006, mais de 1 milhão de quilos foram recicladas pelo programa Soya Recicla

Fundação Bunge

Em comemoração aos 50 anos de atuação no Brasil, foi instituída, em 1955, a Fundação Moinho Santista, atual Fundação Bunge , com o objetivo de incentivar as Ciências, Letras e Artes. Hoje, a Fundação Bunge tem como missão contribuir para o desenvolvimento da cidadania, por meio de ações de valorização da educação e do conhecimento.
Fundação Bunge é a entidade social da Bunge, criada em 1955
A Fundação Bunge possui três linhas de atuação:
  • Socioambiental: programas que visam estreitar a relação entre o homem e o seu ambiente natural, social, econômico e cultural, seja através de uma educação sustentável, seja através da formação profissional voltada à sustentabilidade. Nesta área de atuação estão o Comunidade Educativa e o Comunidade Integrada.
  • Incentivo à Excelência e ao Conhecimento Sustentável: prêmios e projetos que estimulam novos agentes de transformação, a partir do exemplo e da troca de conhecimento, como o Prêmio Fundação Bunge e Apoio a Estudos e Pesquisas.
  • Preservação da Memória: contém o Centro de Memória Bunge. Representa o valor do passado para a renovação do presente.

Centro de Memória Bunge

Valorizar o passado na construção de um novo aprendizado
Criado em 1994, O Centro de Memória Bunge é um dos mais completos acervos de memória empresarial do país, com materiais diversos como documentos cartográficos, iconográficos, filmográficos e textuais, entre outros, de mais de 100 anos de memória da Bunge no Brasil. Para facilitar o acesso ao público e compartilhar o aprendizado construído, o Centro de Memória Bunge disponibiliza seu acervo online e atende gratuitamente a pesquisas.
OBJETIVOS
  • Guarda e preservação da memória;
  • Disseminação do conhecimento;
  • Utilização de seu acervo para tomadas estratégicas de gestão por parte da Bunge.
ATIVIDADES
  • Atendimento a pesquisas
  • Exposições temáticas
  • Processamento técnico
  • Jornadas Culturais
  • Oficinas de preservação
  • Visitas Técnicas
  • Integração de novos colaboradores Bunge








Jornadas Culturais

As Jornadas Culturais sintetizam uma ação essencialmente educativa e cultural cujo objetivo é conscientizar sobre a importância da preservação de acervos históricos e patrimoniais. A ação, criada em 2004, oferece palestras/oficinas, gratuitas, que acontecem em diversas regiões do país, ministradas por especialistas com ampla atuação em suas áreas. Desde sua criação já foram realizados 77 encontros, que reuniram 6.046 pessoas.
Confira a programação de 2019
Veja as palestras já realizadas
















Rua Diogo Moreira, 184 - 5º andar - Pinheiros - CEP 05423-010 - São Paulo, SP
Tel.: (11) 3914-0846

terça-feira, 2 de abril de 2019

Cuidados Integrativos Fundamentais ( C.I.) - Anotações de aulas

Cuidados Integrativos Fundamentais ( C.I.) - Anotações de aulas
Profª. Dra. Sissy Veloso Fontes

Cuidados integrativos (veja Introdução) não é sinônimo de Holística ( alternativas)

Holístico ou holista é um adjetivo que classifica alguma coisa relacionada com o holismo, ou seja, que procura compreender os fenômenos na sua totalidade e globalidade.
A palavra holístico foi criada a partir do termo holos, que em grego significa "todo" ou "inteiro".
O holismo é um conceito criado por Jan Christiaan Smuts em 1926, que o descreveu como a "tendência da natureza de usar a evolução criativa para formar um "todo" que é maior do que a soma das suas partes".
Esta noção remete para uma forma específica de contemplar o mundo e que pode ser aplicada em várias vertentes do conhecimento, como medicina, psicologia, física, administração, ecologia, etc.
O holismo divide a natureza em duas áreas: a psicosfera e biosfera. De acordo com essa teoria, as leis químicas e físicas constituem exceções das leis biológicas.
No âmbito da medicina, a holística é uma forma de terapêutica que tem metodologias distintas da medicina convencional. Atualmente existem vários centros de terapia holística ou spas holísticos, que disponibilizam tratamentos como shiatsudo-inyogatai-chi-chuan, acupuntura, massagem bioenergética, reiki, etc. Os tratamentos holísticos veem um problema de saúde não apenas na sua vertente física, mas também como o resultado de desequilíbrios energéticos e emocionais.
Em breve, a Profª Sissy, estará lançando coleção de 6 livros sobre o tema.
  • O primeiro será sobre alimentação.
  • Fases da ida na alimentação
  • Diversidade de culturas: Helvética, Chinesa, Mediterrânea...
  • Substâncias
  • Poder das águas (sulfurosa...)
  • Poder do mel
  • Poder do pão
  • Caldeirão Celta
  • Ato de cozinhar
  • Brigas...
  • Etc
Frases e Poesias
  • Memória:
  • Motivação
  • Atento
  • Percepção
  • Exercícios
Sobrevivência da espécie é o motivo da lembrança maior das lembranças de MOMENTOS TRISTES que os MOMENTOS FELIZES.

Neurolasticidade é a utilização dos neurônios, mesmo com sua perda.
Não há perda de memória: há sim falta de vontade, interesse, motivação.


Como funciona o Sistema Nervoso

Para compreender como ocorre a neuroplasticidade, é preciso analisar como o sistema nervoso funciona e suas respectivas partes.
O sistema nervoso é composto por dois conjuntos: o Sistema Nervoso Central (SNC) e o Sistema Nervoso Periférico (SNP).

Sistema Nervoso Central (SNC)

O SNC é constituído pelo cérebro e a medula espinhal, sendo composto por milhões de neurônios.

Neurônios

São as principais células do sistema nervoso, que são responsáveis pela transmissão de estímulos nervosos ou sinapses. Acredita-se que um adulto pode ter cerca de 86 bilhões de neurônios em seu cérebro. Os neurônios são as únicas células do corpo humano que não se multiplicam, mas sofrem alterações para poder suprir as necessidades.

Sinapses

É o meio de comunicação entre os neurônios. Sinapses são a transmissão de impulsos nervosos entre um neurônio e outro. Toda vez que aprendemos algo novo, sentimos algo nunca sentido antes, ou até mesmo ganhamos um novo conhecimento sobre o mundo ou nós mesmos, as sinapses entre os neurônios são fortalecidas.

Sistema Nervoso Periférico (SNP)

O SNP é constituído pelo sistema nervoso fora do cérebro e da medula espinhal, sendo a forma que o SNC entra em contato com o corpo todo.
É por meio do SNP que o SNC pode responder a diversos estímulos, como por exemplo: no momento em que sua mão encosta em algo muito quente, o SNP leva a informação (por meio de sinapses nos neurônios) ao SNC, que vai agir retirando rapidamente sua mão do local. Esse é um processo que ocorre em milésimos de segundos.

Como usamos nosso cérebro

Cada parte do nosso cérebro é responsável por diferentes funções biológicas, como ver, sentir, respirar, ouvir, raciocinar e se movimentar. Em caso de danos em alguma dessas áreas, o cérebro se modifica (aí que entra a neuroplasticidade) para tentar reaver e suprir a necessidade.
Por exemplo: quando assistimos TV, nosso cérebro precisa coordenar a visão, audição, tato e ainda processar todas as informações que você recebe ao assistir.

Mitos e verdades sobre a utilização do cérebro

Muitas pessoas acreditam em alguns mitos ou verdades sobre o uso do cérebro, que são criados pelo senso comum. Vamos verificar alguns deles a seguir:

Posso ser mais lado direito do que lado esquerdo?

Pesquisas afirmam que nosso cérebro é dividido em dois hemisférios: o direito e o esquerdo. O direito é responsável pela parte criativa da pessoa, a intuição e a emoção. Já o lado esquerdo é responsável pelo raciocínio lógico-matemático.
Existem vários testes na internet para ver qual lado do seu cérebro é mais usado. Porém é impossível utilizar somente um lado do cérebro! Nós usamos ele inteiro para fazer contas de matemática, pintar um desenho ou correr.
Podemos verificar o exemplo da neurocientista Mary Helen Immordino-Yang, da Universidade do Sul da Califórnia, que acompanhou dois rapazes que sofreram lesões graves em seus cérebros. Um adolescente argentino chamado Rico e um americano nomeado Brooke (nomes fictícios) perderam metade de seus cérebros.
Rico teve que retirar o lado direito para conter sua epilepsia e Brooke perdeu o lado esquerdo por conta de uma doença autoimune. Depois das respectivas cirurgias, os dois conseguiram recuperar todas as suas capacidades iniciais.
Os jovens, andam, falam, pensam e até fazem contas matemáticas com perfeição. A neuroplasticidade fez com que a parte que não foi retirada se encarregasse pela parte faltando, compensando sua perda e tomando novas responsabilidades. Ao longo do tempo, os axônios – o rabinho que conecta um neurônio ao outro – se esticam para suprir a necessidade de algum neurônio danificado.

Usamos somente 10% do cérebro?

Muita gente acredita que usamos somente 10% do nosso cérebro, dando a entender que a outra parte fica inativa. A ciência já comprovou: é mito. Usamos todo o nosso cérebro, a quase todo momento.
Segundo o senso comum, os 90% do cérebro que fica desligado seria responsável por poderes sobrenaturais, como mover pequenos objetos com o poder da mente, conquistar a pessoa amada com mais facilidade ou até mesmo descobrir como ganhar muito dinheiro. Loucura!
Nosso cérebro está sempre ativo, a todo momento. Mesmo em atividades que parecem ociosas e sem sentido, como dormir, ver TV ou tomar banho, o cérebro está sempre funcionando. Na verdade, para realizar tais atividades, até utilizamos diferentes parte do nosso cérebro!

Dormir me deixa mais bonita?

Quantas vezes já ouvimos pessoas falarem que precisam do seu “sono de beleza”? Saiba que há um fundo de verdade nessa história!Dormir deixa sim as pessoas mais bonitas, mas dormir o dia todo que não vai fazer efeito.
Pesquisas afirmam que, quando dormimos, nosso cérebro organiza as informações que recebemos durante o dia todo. É nesse momento que as células responsáveis pela produção de mielina dobram sua produção, fazendo assim o reparo de danos no cérebro ser mais fácil.
Ao se referir a beleza, existem várias questões envolvidas, como ter uma alimentação saudável, praticar exercícios físicos e, claro, ter uma boa noite de sono!
Quando não dormimos direito, nosso corpo libera hormônios ligados ao estresse e ficamos mais irritados, o que causa palidez e aumento dos vincos da pele, aumentando também as olheiras. Tudo isso faz com que parecemos abatidos e cansados.
Por isso, é preciso manter uma rotina de sono, alimentação e atividades físicas para nos mantermos bonitos.

Tipos de Neuroplasticidade

Existem 5 tipos de neuroplasticidade: axônica, dendrítica, somática, sináptica e regenerativa. Vamos entender cada um deles:

Plasticidade axônica

Essa é a plasticidade inicial (e a mais fundamental) do desenvolvimento do cérebro. Ocorre entre 0 e 2 anos de idade.
Dentro da plasticidade axônica, existe o período crítico, que consiste no momento em que há mais ação da neuroplasticidade no sistema nervoso central. Ela ocorre em crianças, pois é a fase onde existem mais descobertas sobre a vida, o ambiente e o seu próprio corpo.

Plasticidade dendrítica

Caracterizada pelas alterações de tamanho, comprimento, disposição e densidade das espinhas dendríticas, a plasticidade dendrítica ocorre principalmente nas fases iniciais do desenvolvimento. Espinhas dendríticas são os “fiozinhos” que fazem a conexão e transmissão de informação entre os neurônios.
O axônio é o rabinho do neurônio e os dendritos são os “galhinhos” que ficam tanto na cabeça do neurônio quanto no final do axônio. São eles que recebem e liberam os neurotransmissores, que fazem a real comunicação entre os neurônios, enquanto o resto do neurônio repassa a mensagem de forma elétrica.

Plasticidade somática

Refere-se capacidade de regular a proliferação e a morte das células nervosas. Esta é uma capacidade presente apenas no sistema nervoso do embrião, e não sofre influência do meio externo.

Plasticidade sináptica

Equivale à capacidade das sinapses de se fortalecer ou enfraquecer, em resposta aos estímulos externos e internos.

Plasticidade regenerativa

É a regeneração de axônios afetados. Tem maior ação no sistema nervoso periférico, que é responsável por conectar o sistema nervoso central com outras partes do corpo humano.

Não Julgamento

Não dá para mudar o outro

Mudança Interna

O segredo é não correr atrás das borboletas...

É cuidar do jardim para que elas venham até você.

Mário Quintana